O governo do Rio Grande do Sul e a Edge, empresa do grupo Compass, assinaram nesta semana um memorando de entendimento (MoU) para estruturar uma nova solução de abastecimento de gás natural a partir do Porto de Rio Grande. O projeto prevê, inicialmente, a implantação de um terminal de gás natural liquefeito (GNL) e pode gerar investimentos de até R$ 1 bilhão no estado. A iniciativa busca ampliar a oferta de gás natural no mercado gaúcho, diversificar as fontes de suprimento e aumentar a competitividade do abastecimento energético. Para isso, a solução será modular e escalável, permitindo adequar a oferta à demanda existente e ampliar o fornecimento conforme novos consumidores sejam incorporados ao mercado.
Terminal de GNL em Rio Grande
A primeira etapa do projeto prevê a implantação de um terminal de GNL no Porto de Rio Grande, em uma estratégia integrada ao Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), operado pela Edge em Santos. Em junho deste ano, a Edge obteve aval da ANP para conectar o terminal à rede de gasodutos de transporte via malha da Nova Transportadora do Sudeste (NTS). Com a assinatura do memorando, serão aprofundados os estudos sobre infraestrutura, logística, suprimento e demanda, além dos aspectos técnicos, regulatórios e econômicos necessários para a implantação do empreendimento. Segundo o governador Eduardo Leite, o estado busca construir uma política de desenvolvimento de longo prazo, considerando as condições estruturais que podem influenciar a instalação de indústrias e a geração de empregos na próxima década. “O gás natural é parte fundamental dessa agenda, porque amplia a oferta de energia, dá mais segurança ao abastecimento e melhora a competitividade de setores importantes da economia gaúcha. É uma política que começou com a construção de um ambiente regulatório mais estável, avançou com o Marco Legal do Gás e vem sendo fortalecida pela ampliação das fontes de suprimento, como o biometano”, disse o governador. Para o secretário-geral de governo, Artur Lemos, a oferta de energia competitiva depende da criação de condições para novos investimentos. “O estado fez a sua parte ao construir um ambiente regulatório estável, e este memorando mostra que essa previsibilidade atrai investimento. A competitividade da próxima década será estrutural, e o gás, integrado ao biometano, está no centro dela. Seguimos abertos a todas as rotas que ampliem a oferta”, afirmou.
Edge vê nova rota de abastecimento de gás
De acordo com a empresa, a implantação de um terminal de GNL em Rio Grande poderá aumentar a segurança e a flexibilidade do abastecimento e acompanhar o crescimento da demanda de gás natural no Rio Grande do Sul. A iniciativa ainda está alinhada à estratégia da Edge de desenvolver o mercado de gás natural no Brasil por meio de soluções de suprimento, infraestrutura, logística e comercialização. “A implantação de um terminal de GNL no Porto de Rio Grande estabelece uma nova rota de abastecimento para o estado, amplia as alternativas de suprimento energético e fortalece a capacidade de acompanhar o crescimento da demanda de gás no Rio Grande do Sul. É uma iniciativa estruturante, que amplia a segurança, a descarbonização e a competitividade do suprimento de energia para o Estado, criando uma solução de longo prazo para atender diferentes perfis de consumidores da região”, afirmou Demétrio Magalhães, CEO da Edge.
Fonte: MegaWhatt
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