Segundo a Abegás, o volume médio de gás consumido no Brasil cresceu 15,4% no primeiro semestre de 2026, em comparação ao mesmo período do ano passado. O valor passou de 49,9 milhões de m3/dia para 57,5 milhões de m3/dia, puxado pela alta do setor de geração elétrica e industrial. O consumo direcionado às termelétricas avançou 49%, com a média diária atingindo 17 milhões de m3/dia nos meses de janeiro a junho deste ano. Já o volume médio movimentado pelo setor industrial, o maior consumidor de gás do país, subiu para 30,8 milhões de m3/dia. Em nota, o presidente da Abegás, Marcelo Mendonça, sinaliza que a necessidade de reindustrialização nacional e o cenário geopolítico mundial reforçam o papel do gás natural. “A alta na demanda elétrica é um indicativo de como o gás natural é relevante para a segurança energética brasileira. Outra agenda importante é promover a redução de custos em infraestruturas”, destaca.
Outro destaque da leitura semestral foi o mercado livre. O setor saltou 36% na comparação anual do primeiro semestre, avançando de um volume médio consumido de 25,3 milhões de m3/dia para 34,6 milhões de m3/dia. O volume médio movimentado no segmento industrial do mercado livre registrou crescimento de 49,4% se comparados os meses de junho de 2026 e 2025. Neste ano, o montante foi de 19,8 milhões de m3/dia. “Precisamos de uma agenda de competitividade que traga total transparência sobre os contratos firmados no ambiente livre. Assim como já acontece de forma transparente no mercado cativo, é fundamental requerer a publicidade integral dos contratos de suprimento no mercado livre, fornecendo referências de preços claras e isonômicas para todos os agentes. Atribuir a gestão desse processo e o acompanhamento dessa precificação a uma câmara de comercialização como a CCEE será o passo decisivo para dar a governança e a segurança que o mercado precisa para crescer”, destaca Mendonça. O consumo residencial subiu 2,3%, com média de 1,5 milhão de m3/dia, enquanto a demanda por gás como matéria-prima avançou 8%, em média de 556,3 mil m3/dia, no primeiro semestre de 2026. No setor comercial, o volume movimentado se manteve estável, com média de 881 mil m3/dia. Já os setores automotivo e de cogeração apresentaram queda de 7,4% (consumo médio de 3,8 milhões de m3/dia) e 5,3% (consumo médio de 1,2 milhão de m3/dia), respectivamente.
Fonte: PetróleoHoje
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