Levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (ABEGÁS) aponta que o consumo de gás natural no Brasil se manteve praticamente estável nos segmentos residencial e industrial na comparação com agosto, com variações de 0,01% e 0,55%, respectivamente. Já o segmento comercial registrou queda de 2,55% em setembro ante agosto.
Na comparação com o desempenho de setembro de 2014, os indicadores de consumo registraram queda de 3,17% no segmento industrial, 2,90% no residencial e 1,28% no comercial.
“A economia brasileira atravessa um período de desaceleração, mas esse momento pode ser uma oportunidade para fortalecer o mercado de gás natural no País, ampliando a oferta desse energético com preços competitivos. Para retomar o caminho do crescimento econômico, o País precisa aumentar a competitividade da indústria brasileira. Trata-se do setor produtivo que mais utiliza o gás natural e, portanto, depende de um ambiente de previsibilidade, tanto para manter como ampliar investimentos. É fundamental que novos ofertantes possam disponibilizar gás natural ao mercado para que haja concorrência”, afirma o presidente executivo da ABEGÁS, Augusto Salomon.
Em setembro foram consumidos, em média, 77,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia em todo o país enquanto em agosto o volume foi de 71,2 milhões de metros cúbicos/dia. Este aumento justifica-se, principalmente, pelo crescimento de 17,6% no segmento de geração elétrica na comparação com o mês anterior e de 6,2% em cogeração na comparação com o mês anterior.
“Apesar da queda do nível de atividade industrial, a escassez hídrica e a necessidade do uso de termelétricas para manter o suprimento de energia são fatores que ajudam a explicar por que esse segmento registrou um crescimento em setembro. Por outro lado, em um ano marcado pela alta nas tarifas de energia elétrica, o setor produtivo está cada vez mais atento às múltiplas aplicações de uso de gás natural. E nossas associadas têm procurado incentivar seus clientes na adoção de sistemas de cogeração como alterativa para aumentar a segurança energética”, explica o presidente executivo da Abegás.
No segmento automotivo, o consumo de GNV (gás natural veicular) teve baixa de 1,31% em setembro ante o mês de agosto e no mesmo período e 5,75% no confronto com setembro de 2014.
“A recente alta dos preços da gasolina e do etanol tornaram o GNV uma opção ainda mais econômica para o consumidor. A ABEGÁS criou um boletim para mostrar a competitividade do GNV na comparação com os combustíveis líquidos. E nossas associadas prosseguem investindo em campanhas educativas e de incentivo para levar ao conhecimento dos consumidores todas as vantagens econômicas e ambientais do GNV, especialmente nos grandes centros urbanos”, destaca o presidente executivo da ABEGÁS.
Consumo regional
Na Região Sudeste, o destaque foi para o crescimento do segmento de cogeração, com crescimento de 17%.
Na região Sul, o segmento residencial apresentou uma alta de 23,9%, puxada pela expansão dos serviços.
No Nordeste, o segmento residencial subiu 1,3%. O segmento industrial teve crescimento na região Norte (6,8%) e Centro-Oeste (11,4%).
Fonte: Comunicação ABEGÁS
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