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PR: Economia movida a gás

De julho a dezembro do ano passado, o preço dos combustíveis subiu em torno de 20% em Londrina. No final de dezembro, o londrinense pagou em média R$ 4,141 pelo litro de gasolina, conforme mostrou reportagem da FOLHA na semana passada. O valor médio do etanol foi de R$ 2,928, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).

Com a alta do litro do etanol e da gasolina, o consumidor está buscando alternativas para economizar e uma das soluções é o GNV (Gás Natural Veicular). A procura para conversão cresceu quase 50% em Londrina. O volume do metro cúbico vendido também apresentou alta: na casa de 30%.

O metro cúbico está sendo vendido a R$ 3,05 na cidade. De acordo com Waner Labigalini, diretor da Gastech Posto GNV, nos últimos 12 meses o preço variou 2,68%. “De novembro para cá percebemos um aumento na demanda pelo GNV. Janeiro, que costuma ser um mês atípico, vem mantendo a procura”, disse o diretor. O interesse no combustível fez a empresa estudar a possibilidade de abrir uma nova unidade na zona sul e outra entre Londrina e Maringá.

Com o GNV, o veículo roda em média 13,2 quilômetros por metro cúbico, enquanto com a gasolina faz 10,7 quilômetros por litro, e com o etanol, 7,5 quilômetros por litro. No Paraná, um quilômetro com GNV custa R$ 0,19, contra R$ 0,38 da gasolina e R$ 0,40 do etanol.

Para os carros movidos a gás natural, o custo do imposto é de 1% sobre o valor do veículo, contra os 3,5% do valor sobre os automóveis movidos a gasolina e/ou etanol. “Com a economia no IPVA e no abastecimento, em poucos meses o motorista recupera o valor gasto na conversão. E, com a nova geração dos kits de GNV, o veículo mantém o desempenho e a durabilidade do motor”, diz Mauro Melara, gerente do segmento veicular da Compagas (Companhia Paranaense de Gás).

Qualquer veículo pode ser convertido em GNV, mas é preciso avaliar o tamanho do porta-malas. Dependendo da capacidade do cilíndrico a perda de espaço no porta-malas pode ser de 30% a 40%. O tamanho do cilindro vai depender do perfil de uso do carro. Hoje, há peças de 15 e 25 metros cúbicos. A autonomia do GNV vai depender da motorização do veículo.

QUINTA GERAÇÃO

Os kits de GNV disponíveis no mercado acompanham a tecnologia dos carros. São chamados de kits de quinta geração que trabalham com injeção de gás. Uma espécie de chave é instalada dentro do carro para que o motorista possa acompanhar o consumo do gás. “Tentamos interferir o menos possível na manutenção do carro. O sistema de injeção consegue trabalhar em paralelo ao combustível (gasolina ou etanol)”, explica Danilo Azevedo, proprietário da Lael Centro Automotivo.

A conversão para gás natural precisa ser feita por uma empresa homologada pelo Inmetro e o carro passa por uma inspeção veicular anual. O custo para a instalação gira em torno de R$ 4,9 mil. O rendimento do gás natural é em média 30% maior do que o da gasolina. “Ele já está na situação de gás, então não precisa ter a conversão do líquido para o gasoso”, afirma Azevedo.

A economia por tanque fica na faixa dos 40% a 50% em Londrina. Em estados como Santa Catarina e Rio de Janeiro, pode chegar até 70%, em função do preço do metro cúbico de GNV.

Menos potência

O sistema permite a troca automática do tipo de combustível, por isso é recomendado manter pelo menos um quarto de tanque de gasolina ou etanol. Com GNV o carro perde entre 10% e 15% de potência. “Com os equipamentos mais modernos, o cliente quase não percebe a perda de potência. Ele também pode instalar um variador de avanço que auxilia na compensação dessa perda”, comenta o especialista.

Aos carros com mais de dez anos é aconselhável fazer uma revisão completa, principalmente na parte de ignição, antes da conversão. A manutenção é normal, mas deve-se dar uma atenção aos filtros, cabos e bobinas das velas e mangueiras de água e combustível.

NOVA TECNOLOGIA

Para acompanhar a tecnologia de injeção direta do motor, que as montadoras estão adotando para melhorar o desempenho dos carros, já estão disponíveis kits de GNV de sexta geração. Hoje, linhas do Jetta, da Captiva, a S10 2.5, Fusion e carros turbos como Cruze Turbo já utilizam a injeção direta.

 

Fonte: Folha Web / Folha de Londrina Online

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