A concessão de incentivos fiscais à Petrobras e o fornecimento de gás natural foram os principais temas discutidos entre a diretoria do grupo russo Acron e o governo do Estado.
A reunião foi realizada na quinta-feira e contou com a participação dos secretários Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico) e Eduardo Riedel (Governo).
De acordo com informações da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semagro), o grupo, que é um dos dez maiores produtores de fertilizantes do mundo, está interessado na compra da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III(UFN-III), em Três Lagoas.
Em operação, a fábrica terá capacidade para produzir 2,2 mil toneladas por dia de amônia e 3,6 mil toneladas por dia de ureia. E a preocupação com o gás natural tem motivo.
Para atingir essa produção, serão necessários 2,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural, matéria-prima para a produção do fertilizantes. A definição do fornecedor desse gás, no entanto, será do comprador da planta.
No dia anterior, os diretores já haviam se reunido com o prefeito Ângelo Guerreiro, e com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Antônio Luiz Teixeira Empke Júnior.
Ao todo, seis empresas foram habilitadas a participar do processo de alienação da Petrobras, que inclui também a usina Araucária Nitrogenados (Ansa).
Fonte: Correio do Estado (MS)
Related Posts
Discutir harmonização é melhor que aguardar decisão do STF sobre conflitos na regulação do gás natural, diz Abar
A proximidade com as eleições pode contaminar as discussões sobre o pacto pela harmonização regulatória no mercado de gás natural este ano. A criação de um fórum de diálogo entre estados e União, porém,...
O espelho retrovisor e o impasse do gás: quando a busca pela modicidade tarifária destrói a infraestrutura futura
Em artigo publicado no portal da agência eixos, o pesquisador do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Delanney Di Maio, pergunta Se o Estado brasileiro pode exigir investimentos bilionários em ativos...

