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Tradener obtém autorização para explorar gás em testes no Paraná

Caso seja comprovada viabilidade dos poços, empresa poderá extrair até 100 mil m³/dia; autorização está relacionada ao plano de venda de GNC para o interior do estado

A Tradener obteve do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) uma autorização ambiental para extrair, a partir de julho deste ano, até 30 mil m³/dia de gás natural de dois poços em Barra Bonita (PR), em caráter de testes. O documento permitem à companhia atestar a viabilidade dos poços e é válido até 31/12 deste ano. No ano que vem, caso seja viável economicamente, a empresa poderá retirar até 100 mil m³/dia de gás e os investimentos são de R$ 2 milhões.

Com isso, a comercializadora terá período de seis meses para comprovar a viabilidade econômica dos poços. A obtenção dessa autorização está relacionada ao plano da companhia de viabilizar até 30 mil m³/dia de gás, por meio da venda de gás natural comprimido (GNC) ao interior do Paraná, conforme noticiado pela Brasil Energia, no último dia 11/1. Para realizar esta venda, a empresa pretende investir outros R$ 10 milhões para levar o insumo ao mercado daquela região do estado.

Para o presidente da companhia, Walfrido Avila, o próximo passo agora é a contratação de uma empresa especializada na compressão e transporte do insumo. Quando em sua plena produção, de 100 mil m³/dia, a empresa poderá transportar até 16 caminhões de GNC.

O GNC é considerado pela ANP como um alternativa para estimular o desenvolvimento de novos mercados de gás natural no Brasil, em especial em localidades não atendidas pela infraestrutura de transporte e distribuição dutoviária do País. Geralmente, a distribuição desse tipo de gás é feita em carretas que depois é injetado nas redes locais.

No Paraná, existe uma lei, aprovada no ano passado, que proíbe a exploração de gás de xisto, ou chamado gás não convencional, por um período de dez anos. Esse tipo de insumo é obtido por meio da técnica chamada de faturamento hidráulico, também chamada de fracking, que defensores ambientais alegam ser danoso aos lençóis freáticos dos locais onde é aplicado. A assessoria da Tradener esclareceu que não é esse o caso do gás de Barra Bonita.

A autorização concedida pelo IAP diz a empresa precisa apresentar, em prazo de até 30 dias, um plano de contingência para o caso de algum vazamento no local de testes e acrescenta que a atividade não pode ser considerada exploratória do insumo, sendo apenas promover os estudos de viabilidade.

Fonte: Brasil Energia Online

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