Pesquisa semanal divulgada na segunda-feira, 4, pela Agência Nacional doPetróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revela que a margem de lucro dos postos teve forte alta durante a paralisação dos caminhoneiros.
O litro da gasolina foi vendido em média 7,7% mais caro no período entre 27 de maio e 2 de junho na comparação com os preços registrados na semana encerrada em 19 de maio, antes de a paralisação ter início. Segundo a ANP a média do preço do combustível foi de R$ 4,614. É o maior valor desde o início da série histórica em 2013. O aumento também foi registrado no diesel (6,5%, para a média de R$ 3,828) e no etanol (6,0%, para a média de R$ 2,953).
Por causa dos problemas de abastecimento, o número de postos pesquisados para o levantamento dos preços da gasolina caiu de 5.800 para 485. A greve dos caminhoneiros teve a duração de 11 dias, do dia 21 ao dia 31 de maio, provocando sérios problemas de abastecimento no País. Com isso, as estimativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) têm sido reduzidas pelo mercado. No Relatório Focus do Banco Central, divulgado nesta segunda-feira, a projeção passou de 2,37% para 2,18%.
Ainda ontem, o governo anunciou que usará o “poder de polícia” para garantir a redução de até R$ 0,46 no preço do diesel, principal reivindicação dos caminhoneiros.
Fonte: O Estado de S.Paulo
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