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Produção de gás recorde é direcionada a apenas 50% do mercado

De 116 milhões de m³/dia produzido em julho, volume destinado ao mercado é de 57,8 milhões de m³/dia

A produção nacional de gás natural do país registrou recorde em julho, ao atingir 116 milhões de m³/dia. Apesar do volume recorde, praticamente só metade desse montante foi disponibilizado efetivamente ao mercado, mesmo com o aumento da demanda por parte das termelétricas. O dado está no Boletim de Acompanhamento da Indústria de Gás Natural.

A demanda de gás do país saiu de 87,8 milhões de m³/dia, em junho, para 89,6 milhões de m³/dia em julho. O consumo para fins de geração de energia ficou em 36,7 milhões de m³/dia no sétimo mês do ano, frente a 34,9 milhões de m³/dia do mês anterior.

De acordo com o documento, o volume destinado ao mercado foi de 57,8 milhões de m³/dia, enquanto a reinjeção atingiu 36,1 milhões de m³/dia – quase equivalente à capacidade do Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol), que transporte até 30 milhões de m³/dia da Bolívia. Esse total reinjetado também equivale a todo o parque térmico a gás do país.

No detalhamento da oferta, a produção dos campos isolados cresceu 2,3 milhões de m³/dia, ao passo que a produção no sistema integrado caiu 2,8 milhões de m³/dia. Com isso, a oferta disponível na malha integrada caiu de 47,6 milhões de m³/dia, em junho, para 44,8 milhões de m³/dia em julho. Nos sitemas isolados, a oferta disponível passou de 10,6 milhões de m³/dia para 13 milhões de m³/dia.

A importação de gás natural da Bolívia também registrou queda: saiu de 24,1 milhões de m³/dia, em junho, para 23,6 milhões de m³/dia, no mês apurado pelo estudo. Essa retração boliviana foi compensada pela maior compra de gás natural liquefeito (GNL), que saiu de 10,1 milhões de m³/dia para 13,3 milhões de m³/dia –  o maior patamar de regaseificação de gás no ano. No entanto, a oferta importada total saiu de 34,2 milhões de m³/dia para 37 milhões de m³/dia.

 

Fonte: Brasil Energia Online

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