A Petrobras anunciou na terça-feira a assinatura de um acordo com a China National Oil and Gas Exploration and Development Company (CNODC), subsidiária da petroleira chinesa CNPC, para atuar em parceria na conclusão da refinaria do Comperj, em Itaboraí (RJ), e na revitalização do campo de Marlim, localizado em área de águas profundas na bacia de Campos, no litoral fluminense.
Segundo comunicado, a estatal brasileira desenvolverá junto com a CNPC estudos sobre a viabilidade técnica para a conclusão das obras do Comperj. Após quantificados os custos e benefícios do negócio, a ideia é formar uma parceria que será responsável pela conclusão do projeto e pela operação da refinaria. Pela proposta, a Petrobras terá participação de 80% e a CNPC ficará com 20%.
No caso dos trabalhos de revitalização do campo de Marlim, o acordo prevê que a Petrobras terá 80% de participação, permanecendo como operadora, e a CNPC terá os 20% restantes.
“Este é um passo importante no desenvolvimento da parceria estratégica entre as companhias e sua efetiva implementação dependerá da conclusão dos estudos de viabilidade, com a respectiva decisão de investimento pelas partes no Comperj, bem como do sucesso das negociações dos acordos finais”, diz a Petrobras na nota.
A estatal brasileira e a CNPC possuem uma parceria desde 2013 na área de Libra, localizada no pré-sal da Bacia de Santos, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção. Em 2017, o consórcio formado por Petrobras (operadora, com 40% de participação), CNPC (com 20%) e BP (com 40%) adquiriu o bloco de Peroba, na bacia de Santos.
Fonte: Valor Online
Related Posts
Que empresas estão de olho no gas release que a Petrobras tenta derrubar
A decisão da ANP de adiar a audiência pública sobre o programa de desconcentração do mercado de gás (o gas release), para depois das eleições, ocorre em meio à escalada da pressão política da Petrobras, no...
O que a Petrobras quer mudar no programa de desconcentração do mercado de gás
A Petrobras sugeriu à ANP que o programa de desconcentração do mercado de gás natural (o gas release) comece a valer somente a partir de 2031. A estatal defende que a medida não é necessária no atual...

