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Petróleo fecha em queda em dia de instabilidade nas bolsas de valores

Os preços do petróleo fecharam em baixa nesta segunda-feira, num dia de aversão a risco que pune ainda os mercados de ações. Investidores reagem a balanços corporativos, dúvidas sobre qualquer solução de curto prazo para a disputa comercial entre os EUA e a China e temores de outra paralisação do governo americano.

Em Nova York, o petróleo WTI (março) terminou em baixa de 3,17%, a US$ 51,99 o barril.

Em Londres, o petróleo Brent (março) cedeu 2,77%, para US$ 59,93 o barril.

O índice CRB – que reúne 19 matérias-primas – cedia 1,85%, aos 177,33 pontos.

Em Wall Street, o índice S&P 500 recuava 0,98%, aos 2.638,70 pontos.

“Há o temor de que o mundo esteja entrando em recessão, mas isso não é visível no lado do petróleo”, diz Giovanni Staunovo, analista de commodities da UBS Wealth Management.

O banco espera que a demanda global por petróleo cresça 1,3 milhão de barris por dia em 2019, abaixo do aumento de 1,5 milhão de barris do ano passado. Além disso, a economia dos EUA também deve ser afetada pela mais longa paralisação do governo em sua história, que terminou na sexta-feira, quando o presidente Donald Trump assinou um projeto de lei com duração de três semanas.

Mais sondas de petróleo

A contagem de sondas de petróleo em operação nos EUA, um indicador de atividade no setor, subiu na semana passada pela primeira vez neste ano. A alta foi de dez sondas, para 862, de acordo com a empresa de serviços petrolíferos Baker Hughes.

“Como os preços subiram consideravelmente desde o início do ano e há um grande número de poços perfurados, mas não concluídos, a atividade de perfuração deve se recuperar em breve”, afirma o Commerzbank em nota diária, acrescentando que isso pode limitar ganhos para o barril de petróleo.

Venezuela

Os investidores estão monitorando a situação na Venezuela, importante produtor de petróleo, após a instabilidade em torno da liderança política do país.

O presidente Nicolás Maduro tomou posse para um segundo mandato no início deste mês. Com isso, permanece a ameaça de que refinarias de petróleo nos EUA sejam impedidas de importar petróleo bruto do país latino-americano.

“Até recentemente, a saga em andamento na Venezuela estava relacionada ao declínio da produção de petróleo e aos impactos correspondentes na macro dinâmica do petróleo”, avaliam analistas da Simmons Energy em nota.

“No entanto, com os comentários recentes da Casa Branca a respeito de possíveis sanções às importações de petróleo da Venezuela, a discussão entre investidores está mudando rapidamente.”

Se tais sanções vierem a acontecer, alerta Simmons, “o acesso rápido a embarques da Venezuela evaporaria, e as refinarias provavelmente incorreriam em aumento dos custos de transporte para acessar alternativas”.

 

Fonte: Valor Online

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