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Petróleo sobe mais de 2% com expectativa de queda da oferta

Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 2% nesta terça-feira (29), diante da expectativa de redução de oferta após os Estados Unidos imporem sanções à estatal petrolífera venezuelana PDVSA, o que provavelmente reduzirá as exportações de petróleo do país latino-americano, um dos membros da Opep.

Em Nova York, o petróleo WTI (março) fechou em alta de 2,54%, a US$ 53,31 o barril. Em Londres, o Brent (março) ganhou 2,32%, para US$ 61,32 o barril.

As restrições do governo Trump ao petróleo bruto venezuelano, visando tirar do poder o presidente Nicolás Maduro, impedem que as empresas americanas continuem comprando a commodity do país latino-americano.

“Se o povo na Venezuela quiser continuar a nos vender petróleo, desde que o dinheiro vá para contas bloqueados, continuaremos a aceitar. De outra forma, não iremos comprar”, disse o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

“Isso parece um embargo de fato, já que, sob o cenário político atual, a PDVSA não receberá dinheiro por fluxos para as empresas dos Estados Unidos”, escreveram analistas da JBC Energy, em nota, nesta terça-feira.

Nos primeiros dez meses de 2018, os EUA importaram, por dia, 500 mil barris de petróleo bruto da Venezuela, de acordo com o Commerzbank.

“A produção venezuelana de petróleo está em declínio há vários anos, com a falta de investimento em campos de petróleo”, o que levou a produção a declinar de 2,4 milhões de barris por dia no fim de 2015 para cerca de 1,2 milhão de barris por dia atualmente”, diz Warren Paterson, estrategista de commodities do ING Bank.

“Uma vez que as empresas de serviços petrolíferos dos Estados Unidos terão que reduzir as negociações com PDVSA, isso sugere o potencial para um declínio mais rápido na produção de petróleo bruto venezuelano.”

Membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Venezuela detém a presidência rotativa do cartel neste ano.

Mesmo com a possibilidade de queda na oferta da commodity por causa das sanções americanas contra a PDVSA, alguns analistas acreditam que a produção recorde dos EUA e estável na Arábia Saudita e na Rússia manterão o mercado bem suprido.

 

Fonte: Valor Online

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