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ABC mira na rota 4 para receber gás natural e baratear produção

Durante o 5º Seminário Dia da Indústria, promovido pelo Cofip ABC (Comitê de Fomento Industrial do Polo do ABC) realizado na sexta-feira (24/05) no Hotel Mercure, em Santo André um dos gargalos da indústria química, a energia suficiente e barata para a produção, foi alvo de atenção especial.

Na palestra “A importância da indústria química para o desenvolvimento econômico do ABC” o diretor da consultoria MaxiQuim Consultoria de Mercado, João Luiz Zuñeda, diz que a aposta do setor é trabalhar com o governo para a implantação da rota 4, que traria para o continente o gás natural vindo das plataformas de exploração do Pré-sal. Para ele o momento também é perfeito para o debate, especialmente após a criação de polos de desenvolvimento que envolvem o ramo químico.

 “A chave é disponibilizar o gás natural no continente, no Estado de São Paulo, e isso já está sendo planejado que com a rota 4. O momento é ideal para discutir isso para debater como viabilizar para o estado, como vai chegar e como os investimentos vão se dar. O poder público e os empresários, trabalhando juntos, mas o poder público tem que destravar”, disse Zuñeda em entrevista ao RDTv, durante o evento.

Segundo o consultor os investimentos no gás natural vão baratear as cadeias de produção e garantir novos investidores e médio prazo. “A energia elétrica no Brasil hoje é de 3 a 4 vezes mais cara que a energia americana. Os Estados Unidos em 15 anos conseguiram reduzir o custo e trazer de novo indústrias que tinham ido para a Ásia.

A indústria química do ABC representa 10% da indústria química brasileira e o berço da indústria do país está aqui e todas precisam de produtos químicos; a indústria de automóveis precisa de tintas, de borracha e plásticos e isso é produzido na região do ABC”, disse Zuñeda apresentando estudo que mostra que só na região esse ramo é responsável por um faturamento de R$ 58,8 bilhões por ano, 10% do faturamento das empresas do setor em todo país.

 “A gente quer demonstrar e discutir o que pode crescer. Uma das equações envolve o custo da matéria prima e custo da energia. A indústria precisa de matéria prima competitiva e energia barata. A chave disso é o gás natural, que o Brasil não tinha e hoje tem com o Pré-sal. A Petrobras tem que sair dos gasodutos e deixar os empresários entrarem. A conclusão é que preciso desregulamentar e deixar os empresários investirem; a Abiquim está levando isso para o debate, todos estão sabendo que o gás natural é importante, em breve isso vai se tornar realidade”, prevê o consultor da MaxiQuim.

Zuñeda comentou também sobre os polos de desenvolvimento lançados na véspera do seminário pelo governador João Doria (PSDB). Dois polos já envolvem o ABC, que são o do setor automotivo e da área química. “Desenvolvimento em polos é fundamental. Se o estado já está colocando o polo químico como um dos vetores de desenvolvimento logicamente é porque já existe a relação da indústria com a universidade. São Paulo já tem vários centros tecnológicos para isso acontecer de maneira mais rápida, tudo isso está acontecendo numa hora muito boa. A janela está aberta não podemos perder a oportunidade de fazer isso gerar riqueza econômica e social para o nosso país e para a região”, conclui.

Fonte: Repórter Diário

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