Os preços do petróleo fecharam em queda acentuada na quarta-feira (7), pressionados por um aumento inesperado dos estoques americanos da commodity, além dos temores de que a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China prejudique a demanda pela commodity.
Ambas as referências do petróleo já operavam em baixa desde o começo da sessão desta quarta, mas ampliaram as perdas depois da divulgação dos dados oficiais do Departamento de Energia (DoE) dos EUA, que apontaram alta de 2,4 milhões de barris nos estoques de petróleo, na semana passada, com os da gasolina avançando em 4,4 milhões de barris, contrariando as expectativas dos analistas de que haveria retração de ambos os números.
Os contratos do Brent para outubro fecharam em queda de 4,59%, a US$ 56,23 por barril na ICE, em Londres, enquanto os do WTI para setembro recuaram 4,73%, a US$ 51,09 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). O dólar, que normalmente tem correlação negativa com os preços do petróleo, recua, com o ICE Dollar Index operando, no meio da tarde
desta quarta, em leve baixa de 0,09%, a 97,538 pontos.
“O primeiro aumento nos estoques de petróleo em oito semanas coloca pressão negativa adicional sobre os preços, em ambiente já marcado por fortes vendas”, diz Matt Smith, analista da ClipperData. “Apesar do grande salto na atividade de refino, de quase 800 mil barris/dia, alçada ao maior nível do ano, a sólida recuperação observada nas importações resultou em aumento dos estoques”, acrescentou.
Outro ponto de destaque no relatório foram as exportações de petróleo dos EUA, que tiveram um “colapso, deixando mais oferta por aqui”, destacou Kyle Cooper, analista da ION Energy. “As exportações de petróleo bruto foram o aspecto mais interessante do relatório desta semana, e muito negativo para os preços”, acrescentou.
No período, as exportações americanas atingiram apenas 1,9 milhão de barris/dia, comparada à média de 2,8 milhões de barris/dia observada até o momento em 2019.
Fonte: Valor Online
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