O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, disse ao Valor que a empresa continuará monitorando o mercado e, quando achar mais adequado, ajustará os preços dos combustíveis para cima ou para baixo.
O executivo fez o comentário ao ser perguntado se o plano de negócios da companhia para o período 2020-2024 traz algum detalhamento sobre a política de preços dos combustíveis e sobre taxa de câmbio.
“Estamos preparados para seguir a política qualquer que seja [o cenário]. Não acreditamos em nenhuma disparada do dólar até porque o Brasil conta com quase US$ 400 bilhões de reservas. Na hora em que o Banco Central achar que é razoável, pode despejar dezenas ou até centenas de bilhões de dólares no mercado”, disse Castello Branco.
O executivo encontra-se nos Estados Unidos para evento da Petrobras com investidores na Bolsa de Nova York, quando a companhia vai detalhar o plano de negócios para o período 2020-2024.
Reajuste do diesel
A Petrobras confirmou ao Valor que aumentará preço médio do diesel em suas refinarias em 2% a partir de amanhã, quarta-feira. A empresa confirmou, ainda, que manterá inalterado preço do diesel nas refinarias e pontos de entrega da empresa no país.
Antes da confirmação de hoje, o mais recente reajuste promovido pela empresa ocorreu em 27 de novembro. Na ocasião, a empresa anunciou acréscimo de R$ 0,0737 no litro da gasolina, e manteve inalterado preço do diesel nas refinarias e pontos de entrega da empresa no país. As informações constavam em tabela veiculada em portal da empresa na internet, na data do reajuste.
Até o momento, a empresa não atualizou seu portal, na internet, com a informação de reajuste a ser realizado a partir de amanhã para o diesel.
Em seu portal na internet, a Petrobras informa apenas o preço atualizado para o dia, após o ajuste.
A Petrobras deixou de informar o reajuste médio dos combustíveis no início desde mês, quando se adequou a uma determinação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) que pretende maior transparência na formação de preços dos derivados.
De acordo com a regra, a empresa deve informar o preço de venda em cada um dos seus pontos de distribuição espalhados no país.
Fonte: Valor Econômico
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