Prevê-se que a demanda de gás natural do Brasil chegue a um recorde em 2020-2021 de 39 bilhões de metros cúbicos por ano (Bcm/a), resultando em um dos maiores déficits de oferta da história.
A empresa de consultoria norueguesa afirmou que as importações de gás natural liquefeito (GNL) no final do mês passado são a melhor solução de curto prazo para atender à demanda doméstica. O país tem capacidade de importação sobressalente e o GNL também é a opção mais barata disponível no mercado atual.
Os ventos contrários do fornecimento ocorrem em tempos de declínio das importações de gás boliviano e de infraestrutura de transporte de gás offshore limitada. No entanto, a produção brasileira de gás natural está crescendo e o país deve se tornar um exportador líquido de gás em 2025.
O analista upstream Krishan Pal Birda estimou que a produção de gás chegará a 33 Bcm / a em 2025, enquanto a demanda será de cerca de 35 Bcm. “Se o país, além disso, comercializar seu gás atualmente queimado até 2025, ou se a GEV (Global Energy Ventures da Austrália) comercializar sua meta de 3,1 Bcm / ano de gás da Bacia de Santos, o Brasil poderá se tornar um exportador líquido de gás em 2025 pela primeira vez em sua história.“
Os dados mostram que o Brasil produziu cerca de 44 Bcm de gás no ano passado e queimaram ou injetaram novamente cerca de 39% desse total. Outros 12% foram consumidos para atividades de exploração e produção, deixando apenas metade da produção disponível comercialmente.
Fonte: O Petróleo
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