O petróleo fechou em alta novamente na sexta-feira (05), com o Brent, a referência global, ultrapassando a barreira psicológica de US$ 40 por barril pela primeira vez desde março, quando Rússia e Arábia Saudita iniciaram uma guerra de preços que só se encerrou com um acordo acertado em abril.
A commodity operou em alta desde cedo, diante dos relatos de que a Opep+ e aliados liderados pela Rússia concordaram em prorrogar o corte vigente na produção para dar mais tempo à recuperação da demanda, severamente atingida pela pandemia de covid-19.
O desempenho ganhou mais impulso depois que o relatório sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos mostrou a criação de 2,5 milhões de empregos no mês passado, ao invés da perda de 8 milhões de postos de trabalho conforme previa a maioria dos economistas do país.
Assim, os preços dos contratos para agosto do Brent fecharam em alta de 5,77%, a US$ 42,30 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os contratos para julho do WTI, a referência americana, valorizaram 5,72%, a US$ 39,55 o barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).
No acumulado da semana, tanto o Brent como o WTI subiram aproximadamente 11% e reduziram as perdas do ano para 33%. No fechamento do primeiro trimestre a queda chegou a 65%, sem mencionar os inéditos dias de abril, quando os preços dos contratos com vencimento em maio desabaram a ponto de operar em território negativo.
“O alívio gradual das restrições de bloqueio relacionadas ao coronavírus em todo o mundo, juntamente com a queda da produção global, tem apoiado o preço do petróleo recentemente. Por outro lado, o excesso de oferta persistente e a demanda sem brilho continuam pesando nos preços do carvão e do gás natural. Desde que uma segunda onda de infecções por covid-19 seja evitada, esperamos que a atividade global continue revivendo com implicações positivas nos preços de energia”, afirmaram, em relatório, os economistas de commodities da Capital Economics, Samuel Burman e Bethany Beckett.
Fonte: Valor Online
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