Depois dos sucessivos aumentos nos preços dos combustíveis, a Superintendência-Geral do Cade instaurou nesta sexta-feira (19), um inquérito administrativo para investigar práticas anticompetitivas no mercado de postos de gasolina no Distrito Federal. O órgão determinou ainda o monitoramento do mercado de revenda de combustíveis em todos os Estados brasileiros para rastrear “possível comportamento oclusivo” dos postos.
Segundo o Cade, a investigação tem como alvo o Sindicombustíveis/DF e seu presidente, Paulo Tavares.
O ponto de partida do inquérito foram declarações de Tavares à imprensa comunicando que os postos reajustariam em R$ 0,10 os preços dos combustíveis por conta do aumento de preços nas refinarias e de alteração no valor do ICMS.
O Cade entendeu que as declarações podem ser uma forma de influenciar os postos a praticarem preços semelhantes, o que pode ser uma forma de cartel. “As manifestações públicas do sindicato podem ser enquadradas como influência na adoção de conduta comercial uniforme, ou até mesmo cartel, tendo em vista a suposta intenção do sindicato de atuar como facilitador de uma colusão entre revendedores”.
O Cade constatou, em investigações anteriores, prática semelhante do sindicato do DF, que teria utilizado a imprensa para sinalizar a necessidade de aumentos uniformes.
“A ação de entidades de classe de recomendar a prática de reajustes de preços por parte de seus associados, coordenando a atuação de agentes no mercado, contraria a Lei nº 12.529/11 na medida em que gera ou tem potencial para gerar efeitos anticoncorrenciais”, completou o órgão.
Fonte: Broadcast / Ag.Estado
Related Posts
Distribuidoras e postos aumentam margem sobre combustíveis em até 103%
Relatório do MME aponta aumento das margens de distribuidoras e postos desde o início do ano, em meio à alta do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio. A diferença entre compra e revenda da...
Abicom: petróleo volta a US$ 100 por barril e defasagem de diesel da Petrobras sobe a 72%
A volta do preço do petróleo tipo Brent para acima de US$ 100 o barril levou a defasagem do diesel nas refinarias da Petrobras ao patamar de 72%, aumentando a pressão para um aumento dos preços da estatal....

