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Atmos vai investir R$ 810 mi na Compass, da Cosan

Segundo o Brazil Journal, a Atmos Capital vai investir R$ 810 milhões por uma participação de quase 5% na Compass, numa transação privada que avalia a empresa de negócios de gás da Cosan em R$ 16,5 bilhões (pre money). A transação é o maior investimento numa empresa privada feito pela Atmos — que administra R$ 17 bilhões — e mostra como gestoras de public equities estão tentando gerar retornos entrando no capital de companhias antes de seus IPOs. A Compass está em negociação com a Petrobras para comprar os 51% da Gaspetro, mas o fechamento e o desembolso desta operação só são esperados para meados de 2022. este ínterim, a Compass é vista como um dos principais interessados na privatização das distribuidoras de gás estaduais. A transação reduz a dívida líquida da Compass de 1,6x para 1,

A tese de investimento na Compass — explicada a gestores no roadshow do IPO — tem três pilares principais. Primeiro, a ideia de que a Compass conseguirá replicar nas distribuidoras estaduais o mesmo padrão de excelência operacional que a Cosan implementou na Comgás. As distribuidoras que têm a Gaspetro como acionista nunca tiveram uma gestão capaz de fazer investimentos de upgrade de rede. Segundo, como o Brasil vai dobrar sua produção de gás natural nos próximos 10 anos, a Compass seria a empresa mais bem posicionada para casar esta nova oferta com a demanda. Hoje, o que as petroleiras reinjetam de gás (por falta de demanda) é o equivalente a todo o consumo industrial brasileiro. Finalmente, o gás é visto cada vez mais como a commodity que permite ao País continuar adotando a energia eólica e solar. Dado que essas duas fontes são intermitentes, as termelétricas a gás funcionam como uma fonte complementar, para o período da noite ou a falta de vento. Pinheiro Neto assessorou a Cosan. Trindade Advogados assessorou a Atmos.

Fonte: Brazil Journal

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