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Petróleo fecha sem direção única com possível liberação de reservas dos EUA; gás fecha em alta

Os contratos de petróleo terminaram a sessão desta terça-feira (16) sem direção única, enquanto os investidores aguardam mais sinais ou informações acerca da liberação de parte da reserva estratégica de petróleo dos Estados Unidos para baixar o preço da gasolina, e também diante do temor de uma nova onda de covid [1]19. Já o gás natural fechou em forte alta de mais de 18% na Europa.

Os preços dos contratos para janeiro do Brent, a referência global, terminaram o dia em alta de 0,46%, a US$ 82,43 o barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para o mesmo mês do WTI, a referência americana, caíram 0,03%, a US$ 79,72 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

Os preços do gás natural fecharam em forte alta de mais de 18% na Europa, depois que a agência reguladora de energia da Alemanha informou que suspendeu o processo para certificar o gasoduto Nord Stream 2, que liga a Rússia a armazéns de estocagem alemães. Com a alta desta terça (16), as cotações voltam para patamar perto das máximas registradas em outubro.

A aprovação da certificação pela UE foi uma das contrapartidas levantada pelo presidente Vladimir Putin para liberar mais gás para a Europa, que sofre com a escassez do produto neste início de inverno.

Também deu suporte aos preços o fato da Gazprom — a estatal russa de energia — não ter feito reservas de capacidade extra nos gasodutos para exportar para a Europa durante o mês de dezembro, segundo informações de agências internacionais.

O contrato para dezembro do gás TFF, negociado na Holanda e referência para o mercado europeu, fechou em alta de 18,32% a 94,60 euros por megawatt-hora. Desde o início de novembro, os preços já avançaram 46%. Em Londres, na Ice Futures, o contrato para dezembro fechou com alta de 17,15% a 2,399 libras por 100 mil unidades térmicas britânicas. As obras do Nord Stream 2 foram concluídas em setembro, mas o gasoduto ainda não entrou em operação. Espera-se que o gasoduto, que passa sob o Mar Báltico, dobre o volume de gás natural russo exportado diretamente para a Alemanha.

 

Fonte: Valor Online

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