Os investidores de petróleo reviveram no pregão desta sexta-feira (26) o sentimento de pânico do início da pandemia. Os preços da commodity despencaram mais de 10%, na pior sessão diária desde abril do ano passado, em meio ao temor generalizado da nova cepa do coronavírus, descoberta na África do Sul.
Os preços dos contratos para janeiro do Brent, a referência global, terminaram o dia em queda de 11,55%, a US$ 72,72 por barril, na ICE, em Londres, enquanto os preços dos contratos para o mesmo mês do WTI, a referência americana, recuaram 13%, a US$ 68,15 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).
Gás natural
Os futuros de gás natural acompanharam os preços do petróleo e registraram forte queda com preocupações de desaceleração econômica na Europa. O gás FTT – referência para o mercado europeu – para dezembro fechou em queda de 5% para 88,51 euros por megawatt-hora. Janeiro recuou 4,77% a 89,20 euros. No Reino Unido, na Ice Futures, dezembro fechou em queda de 5% a 2,22 libras por 100 mil unidades térmicas britânicas. Janeiro subiu 3,6% a 2,275 libras. O sentimento é, contudo, de que o aprofundamento do inverno e a instável oferta russa deve dar suporte ao mercado na próxima semana.
Nos Estados Unidos, apesar da incerteza provocada pela nova cepa, os futuros de gás natural registraram forte alta impulsionado pelas temperaturas mais baixas que estão gerando maior consumo. Na quarta-feira (24), os estoques mostraram queda na semana pela primeira vez neste ano. Os futuros negociados na Bolsa de Mercadorias da Nova York para dezembro fecharam em alta de 8,60% a US$ 5,50.
Fonte: Valor Online
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