A ANP autorizou a TotalEnergies a importar gás natural da Bolívia pelo gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol). A petroleira está autorizada a importar até 20 milhões de metros cúbicos por dia, via Corumbá (MS), para atender a demanda de gás natural no Brasil. A empresa deverá apresentar à ANP os contratos de compra e venda gás celebrados com o fornecedor estrangeiro no prazo de 30 dias, contados da assinatura do documento. A autorização tem validade de dois anos.
O Gasbol é operado pela Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG), cujo controle pertence à (51%). A TBG conta ainda com sócios minoritários, como a BBPP, a estatal boliviana YPFB e a GTB-TBG Holding. O gás boliviano é relevante para o Brasil, apesar do seu declínio e das incertezas políticas do país vizinho. O impacto da queda nas reservas e da exportação de gás na Bolívia foi parcialmente mitigado pelas importações de gás natural liquefeito (GNL), que devem aumentar com a expansão da capacidade de “regaseificar” nos portos de Suape e no Hub de Sergipe, da Eneva, ambos com perspectivas de conexão à malha de gasodutos da Transportadora Associada de Gás (TAG).
Valor Online – 07/08/24
ANP autoriza TotalEnergies a importar gás natural da Bolívia via Gasbol (Produção nacional)
O Brasil bateu recorde na produção de gás natural em 2023, alcançando 150 milhões de metros cúbicos por dia. Entretanto, mais da metade da produção é reinjetada nos poços para elevar a extração de petróleo e pela falta de infraestrutura de escoamento e transporte. Com isso, os grandes consumidores do energético defendem mais alternativas de ampliar a oferta de gás para o mercado nacional por conta do alto custo da molécula no mercado doméstico. Nos últimos meses, surgiu uma perspectiva de a Argentina exportar futuramente gás excedente de Vaca Muerta para suprir a demanda industrial brasileira.
Fonte: Valor Online
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