O governo adiou a reunião do CNPE convocada pelo MME para quinta (15), devido a mudanças na agenda do presidente Lula. Ainda não há uma nova data confirmada para o encontro, que pode definir os rumos do programa Gás para Empregar. Um dos itens previstos na pauta original da reunião do CNPE era a aprovação dos relatórios do Gás para Empregar – instituído no 1º semestre de 2023 e que promete aumentar a oferta de gás natural a preços competitivos para a indústria. Havia a expectativa de que fossem apresentadas, enfim, as conclusões dos cinco comitês do Grupo de Trabalho do programa e que tratam, do lado da oferta: da disponibilidade de gás; do acesso ao mercado; e do modelo de comercialização do gás da União pela PPSA. E do lado da demanda: do gás para o setor produtivo; e do papel do gás na transição energética.
Um dos diagnósticos do governo, nas discussões do Gás para Empregar, é de que o custo das infraestruturas essenciais no Brasil é caro. Em abril, ao participar gas week 2024, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, prometeu uma “regulação firme” para que o acesso aos gasodutos de escoamento e às unidades de processamento (UPGNs) não seja mais uma barreira. “Vamos combater os abusos e remunerar de maneira justa as infraestruturas de escoamento e de processamento do gás, com uma regulação mais firme. Vamos considerar, sim, a depreciação e amortização dos ativos. Não dá para ficar pagando a vida toda por uma infraestrutura que já foi amortizada”, anunciou Silveira, na ocasião.
A pauta do CNPE também previa aprovar a liberação dos blocos de Rubi e Granada, ambos localizados dentro do polígono do pré-sal, na Bacia de Santos, para licitação na Oferta Permanente de Partilha. Em abril, a diretoria da ANP aprovou os estudos geológicos e econômicos sobre as áreas, para inclusão em futuras licitações. Rubi tem uma área de 539 km2, enquanto Granada 616 km2. O volume riscado médio total (considerando riscos e incertezas) é de 2,1 bilhões de barris de óleo equivalente.
Fonte: Epbr
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