Em 2024 a SCGÁS implantou medidas importantes na busca por otimizar o custo do gás natural para o consumidor final. As ações incluem desde a incorporação de contratos flexíveis, até a renegociação de contratos firmes com adesão a novas políticas de preços dos supridores, resultando em custos evitados para o mercado nos próximos anos. As medidas tentam mitigar os efeitos que a queda no consumo de gás natural gerou nos preços do combustível.
Entre as iniciativas está a utilização de contratos flexíveis. A SCGÁS possui dois contratos firmes de longo prazo com a Petrobras e a Galp até 2034. Esses contratos firmes permitem à empresa a flexibilidade de reduzir em até 10% o volume de gás retirado, ou seja, o compromisso é de retirar no mínimo 90% a 95% do volume contratado. Dentro dessa margem, a distribuidora firmou sete contratos de curto prazo, conhecidos como contratos flexíveis, que permitem a compra de gás de outros fornecedores quando os preços são mais vantajosos.
Em 2024, essa estratégia possibilitou a compra de 12 milhões de metros cúbicos de gás a um custo inferior aos contratos firmes, resultando em uma economia de R$ 6 milhões para o mercado. “Utilizamos a flexibilidade dos contratos firmes para adquirir gás a um custo menor, proporcionando uma redução média de 0,0151 reais por metro cúbico para o mercado”, explica Marcos Tottene, gerente de suprimento de gás da SCGÁS.
Além dos contratos flexíveis, uma negociação com a Petrobras também trouxe benefícios importantes. Em 2022, a SCGÁS enfrentou um aumento expressivo no preço do gás natural devido a um novo contrato com a supridora. Durante os primeiros meses daquele ano, uma liminar obtida pelo governo de Santa Catarina impediu o repasse do preço contratual e permitiu que a companhia mantivesse o preço antigo até o final de abril. Após a derrubada da liminar, o mercado acumulou uma dívida com a Petrobras referente à diferença de preços. Essa dívida foi negociada e parcelada entre 2023, 2024 e 2025.
Em 2024, a SCGÁS negociou a suspensão temporária dos pagamentos dessa dívida entre os meses de abril e dezembro, o que gerou uma economia de 6 centavos por metro cúbico de gás, totalizando aproximadamente R$36 milhões, redução integralmente repassada ao mercado. Como contrapartida, houve a renegociação de volumes futuros com a Petrobras, garantindo que os efeitos financeiros não fossem repassados ao consumidor durante esse período.
“Além disso, aderimos prontamente a uma nova política de preços oferecida pela Petrobras, que aplica descontos para volumes retirados acima de 60% do contratado. Essa medida proporcionou uma economia estimada em 1 centavo por metro cúbico em 2024, com expectativa de chegar entre 7 a 11 centavos em 2025”, afirma Tottene.
Com essas renegociações, somadas aos contratos flexíveis, a SCGÁS projeta um custo evitado total de R$51 milhões para o mercado em 2024 e de R$57 milhões em 2025, alcançando mais de R$100 milhões em dois anos. “Esses esforços têm como objetivo buscar uma oferta de gás natural a preços mais acessíveis nos próximos anos”, finaliza o gerente.
Fonte: SCGÁS / Comunicação
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