A New Fortress Energy registrou 2 GW em projetos de térmicas a gás natural no leilão de reserva de capacidade de junho.
A companhia encara o certame como sua principal avenida de crescimento no mercado brasileiro e vê potencial para até dobrar de tamanho no país, a depender dos resultados da licitação.
Além disso, a empresa tem compromissos firmados para fornecimento de gás para projetos de terceiros da ordem de 3 GW, sobretudo a partir do terminal de regaseificação de Santa Catarina, conectado ao gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol).
O Terminal Gás Sul (TGS) foi inaugurado em 2024 e construído pela New Fortress sem um grande cliente âncora.
NFE aposta em Santa Catarina
O diretor-geral da NFE Brasil, Leandro Cunha, disse que a companhia espera que a maior parte da capacidade do terminal seja contratada no leilão.
“Acreditamos que o próximo leilão de capacidade pode representar uma segunda onda de crescimento para a NFE no Brasil. O mercado está esperando um grande leilão, que contrairá mais de 10 GW de capacidade [nova e existente]”.
“O que novamente eleva nossa confiança de que, após o leilão em junho, uma parte material do TGS terá contratos de longo prazo”, afirmou.
A New Fortress se vale da conexão do TGS à malha de gasodutos para tentar chegar a outros mercados e tem termos de compromisso para suprimento de usinas no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Paraná, por exemplo.
Além do TGS, a companhia possui mais um terminal de GNL no Brasil, em Barcarena (PA).
Isolado da malha interligada de gasodutos do país, está ancorado em dois grandes clientes regionais: a refinaria de alumina da Hydro Alunorte; e no complexo termelétrico que a NFE está construindo associado ao terminal. São duas usinas: a termelétrica Novo Tempo (624 MW), prevista para 2025, e Portocem (1,571 GW) – contrato de reserva de capacidade adquirido pela empresa, originalmente concebido para Pecém (CE), mas que foi transferido para Barcarena e está previsto para começar a operar em 2026.
Fonte: Eixos
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