O consumo anual de gás natural na América Latina deve atingir 275 Bm³ (bilhões de metros cúbicos) até 2050, ante cerca de 150 Bm³ em 2023, impulsionado pelo setor de energia. A projeção faz parte das últimas perspectivas globais de gás do Fórum dos Países Exportadores de Gás (GECF), que prevê um crescimento de 2% na extração anual do hidrocarboneto na região.
O crescimento reflete “esforços crescentes para aproveitar os recursos de gás doméstico, expandir a infraestrutura e implementar políticas que incentivem o uso de gás natural nos setores de geração de energia, industrial e transporte”, afirmou o grupo industrial, que também destaca o papel das importações de GNL. Espera-se que a geração de energia represente quase metade do crescimento incremental do consumo de gás da região. Um Data Insight da BNamericas relata que as empresas enviaram mais de 130 projetos de energia a gás de grande escala às autoridades, com investimentos combinados superiores a US$ 20 bilhões.
A produção de gás na América Latina deverá crescer em 87 Bm³, com a participação da produção offshore prevista para aumentar de 37% para 43% em 2023. Nos últimos dias, a Agência Nacional de Hidrocarbonetos da Colômbia (ANH) anunciou resultados bem-sucedidos dos testes iniciais do prospecto offshore Sirius. “A prospectividade reportada pela Petrobras e pela Ecopetrol em 2024, de aproximadamente 2,3 vezes as reservas provadas, sugere que o país tem gás suficiente para a soberania energética”, disse o órgão. Além disso, rodadas de licenciamento para áreas offshore estão em andamento no Brasil e em Trinidad e Tobago.
Os Perfis de Projetos da BNamericas incluem cerca de 700 desenvolvimentos offshore upstream em estágio inicial e em execução. Na frente comercial, a GECF projeta que a região deixará de ser uma exportadora líquida marginal e se tornará uma importadora líquida de gás, já que “o GNL deverá desempenhar um papel dominante na formação do comércio de gás natural na América Latina”.
Fonte: BNamericas
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