A Petrobras vai emitir R$ 3 bilhões em debêntures simples, segundo fato relevante publicado na sexta (30), em que informa o pedido de registro da oferta para distribuição pública dos títulos. Cerca de um terço dos recursos obtidos na operação deve ser usado para elevar a capacidade de processamento e escoamento de gás natural proveniente de um polo do pré-sal, segundo consulta do Valor ao material enviado pela companhia CVM.
Trata-se de títulos não conversíveis em ações, em até três séries, de espécie quirografária, da oitava emissão da companhia. A oferta seguirá rito de registro automático, com dispensa de análise prévia. As debêntures terão seus valores atualizados pelo IPCA e os juros remuneratórios equivalentes a uma taxa prefixada a ser definida em procedimento de coleta de intenções para a definição do preço final (“bookbuilding”). As debêntures da primeira série terão prazos de vencimento em 15 de junho de 2035; já as da segunda série, em 15 de junho de 2040; e as de terceira série, em 15 de junho de 2045. No fato relevante em que comunica a operação, o grupo diz que os recursos captados serão aplicados exclusivamente no custeio de gastos, despesas ou dívidas relacionadas aos investimentos em projetos prioritários a serem descritos na escritura de emissão da operação.
Segundo o aviso ao mercado publicado no início da manhã de sábado (31), um dos planos prevê avançar com o projeto de gás natural proveniente do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos em 21 milhões de metros cúbicos por dia, “garantindo que o gás natural seja processado e especificado para a venda e enviado até a malha de gasodutos de transporte de gás natural”. Da soma total de R$ 3 bilhões da emissão, cerca de R$ 1 bilhão serão aplicados nesse projeto, informa o texto divulgado. Além disso, um outro projeto, que ficará com 66% dos recursos restantes (R$ 1,98 bilhão), chamado “Projeto Raia”, será contemplado também. Ele tem como objetivo o desenvolvimento de uma área, objeto de um contrato de concessão, localizada na parte sudoeste da Bacia de Campos, principalmente para a produção de gás natural.
Fonte: Valor Econômico
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