O consórcio do campo de Manati, no litoral da Bahia, estuda abrir a unidade de processamento de gás natural associada ao ativo para outros agentes no mercado. O diretor de Novos Negócios da Brava Energia, Pedro Medeiros, afirmou que a iniciativa está em “estudos finais”. “Isso vai permitir processar não só os nossos volumes, como o volume de outros clientes e outros parceiros, outros produtores aqui na Bacia [do Recôncavo]. Então, isso é um movimento emergente, está sendo discutido, mas a gente espera trazer novidades em breve”, afirmou o executivo. A planta de processamento de Manati tem capacidade para processar 8 milhões de m³/dia. O campo offshore está em fase final de vida econômica. O consórcio, operado pela Petrobras (35%) em parceria com a Brava (45%) e GBS Storage (20%), estuda também transformar Manati num ativo de estocagem de gás natural.
Brava quer aumentar produção de gás na Bahia
Medeiros conta que a ideia da Brava é aproveitar a capacidade ociosa de Manati para processar a produção de gás onshore da companhia na Bahia. “Parte da nossa produção hoje é reinjetada pela falta de capacidade de processamento. É um gargalo. A gente está muito próximo da capacidade máxima da UPGN de Catu [operada pela Petrobras]. E a abertura de Manatí vai viabilizar a liberação desses volumes para o mercado”, comentou. Em maio, a Brava encerrou as negociações para venda de seus ativos onshore na Bahia e pretende investir na recuperação de gás desses campos. “A visão que a gente tem para o nosso portfólio na Bahia é muito positiva e essa atividade vai continuar sendo intensificada. Quando a gente olha para a frente, a gente tem uma agenda profunda”, disse.
Fonte: Eixos
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