A Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR), empresa do grupo Solvi, deu início a um plano de produção de biometano no Rio Grande do Sul, com a meta de alcançar 250 mil metros cúbicos por dia até 2030. Os projetos aproveitarão o biogás gerado e captado de seus aterros (ou unidades de valorização sustentável, UVS, como a empresa denomina) no estado, sendo que no de Minas Leão há usina termelétrica de 8,55 MW em operação desde 2015. O plano com o biometano se inicia com a entrada em operação da planta de Minas do Leão, prevista para este mês, com capacidade inicial de 70 mil m³/dia. A unidade será a primeira planta de purificação de biogás para produção de biometano do estado gaúcho. Já no segundo semestre de 2026, está prevista a entrada em operação de planta no aterro de São Leopoldo, com capacidade adicional de 36 mil m³/dia. Juntas, as duas instalações somarão cerca de 106 mil m³/dia de biometano. O volume equivale ao consumo de aproximadamente 13 mil botijões de gás de 13 kg por dia.
A partir de 2027, o plano de expansão contempla novas unidades em Santa Maria, Giruá e Victor Graeff, além da ampliação da capacidade das plantas existentes. Esses projetos devem elevar a produção para mais de 210 mil m³/dia em 2027 e, com duplicações previstas principalmente em Minas do Leão, alcançar 251.944 m³/dia até 2030. A produção projetada representa cerca de 10% do consumo diário de gás natural do Rio Grande do Sul, atualmente estimado entre 2 milhões e 2,5 milhões de metros cúbicos. Com um investimento inicial de R$ 240 mil nas duas primeiras unidades, segundo o diretor executivo regional da CRVR, Rafael Salamoni, que participou nesta terça (05) de webinar da Cogen/Unica, a estratégia da empresa busca fortalecer a segurança energética regional por meio de fonte renovável e descentralizada, com a geração termelétrica, e a partir de agora com o biometano. A unidade de Minas do Leão tem contrato de fornecimento de 10 anos com a Ultragaz, que comercializará o biometano para demanda industrial e urbana, como substituto ao gás veicular e ao diesel em frotas pesadas.
Fonte: EnergiaHoje
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