O governo estadual de São Paulo pretende, ao regulamentar a certificação do biometano, traçar diretrizes que ajudem a melhorar o ambiente político regulatório, disse a secretária de Estado de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. Segundo ela, a tomada pública de subsídios sobre o Certificado de Garantia de Origem de Biometano Paulista mira, ao fim, a construção de um mercado mais organizado. “Vem muito na linha de a gente dar diretrizes, diretrizes de sustentabilidade, de a gente cada vez mais fazer um mercado que olhe a cadeia como um todo, que olha desde a produção até a distribuição, abastecimento, de uma forma organizada, de uma forma com que o Estado sempre auxilie em ligar bons players”, afirmou. Natália Resende também cita, nesse sentido, o lançamento do aplicativo Conecta Biometano SP, que visa facilitar a conexão entre representantes da cadeia de biogás e biometano, a fim de viabilizar projetos.
Diretrizes
Em paralelo, o objetivo do governo do estado é lançar, até o fim do ano, um conjunto de diretrizes para emissões dos certificados, que comprovam a origem renovável do gás e permitem às empresas comprovarem o uso de energia renovável nas suas operações. Maior centro consumidor do Brasil e dona do maior potencial de produção de biometano do país, São Paulo quer criar uma governança que dê mais segurança aos compradores, na hora de contabilizar, em seus inventários de emissões, os ganhos com o uso do gás renovável. De quebra, São Paulo espera criar um ambiente favorável ao mercado voluntário e, assim, dar mais opções aos produtores de biometano em suas estratégias de monetização – para que, na prática, os usineiros não fiquem reféns apenas do CGOB, no mercado regulado.
Fonte: Eixos
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