A Edge, empresa do Grupo Cosan, fechou um contrato com a Unilever para fornecer quatro mil metros cúbicos de biometano por dia para a fábrica da companhia em Valinhos (SP), que é responsável pela produção da linha de sabonetes da marca Dove. O contrato se estende até 2027, e totalizará quase três milhões de metros cúbicos fornecidos ao fim do acordo. Para a Edge, o contrato representa sua entrada em mais um setor econômico no portfólio, o de bens de consumo. O presidente da companhia, Demétrio Magalhães, contabiliza que a empresa, que foi fundada no início de 2024, já soma 50 clientes entre gás natural e biometano, com presença em oito Estados do País. “Pessoalmente, acredito muito que é preciso ter uma cultura de gás, uma expansão do gás natural para abrir espaço também para projetos eficientes, sustentáveis de biometano, para que eles façam parte da matriz energética brasileira”, afirmou. Em parceria com a Orizon, a empresa deve iniciar até o fim do ano a operação da maior planta de biometano do Brasil, em Paulínia, no interior paulista. Por meio da OneBio, das duas companhias, o projeto de purificação de biometano a partir de biogás de aterro sanitário terá capacidade para produzir 225 mil metros cúbicos por dia de biometano.
A Edge soma uma receita mensal de R$ 200 milhões, mas que varia considerando a volatilidade da commodity, e vê potencial de crescimento diante da ampliação do mercado livre de gás no País, que pode chegar a 25 milhões de metros cúbicos, avalia o executivo. Dados internos da companhia estimam que pouco menos da metade – entre 11 milhões e 12 milhões – já migraram. Outra frente de crescimento é o mercado de gás natural liquefeito (GNL), completa. Questionado se a reestruturação de capital da Cosan afeta os planos da subsidiária, Magalhães diz que não há influência. “A plataforma de crescimento que a gente está criando é muito positiva e não há efeito nenhum dessas mudanças no nosso negócio”, conclui.
Fonte: O Estado de S.Paulo / blog da coluna do Broadcast
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