O novo presidente do Conselho de Administração da Abegás, Rafael Lamastra Jr., destacou que a retomada da competitividade do gás mercado é uma das prioridades da gestão empossada para o ciclo 2026/2028. O Conselho de Administração da associação tomou posse, no dia 25, em Brasília (DF).
Lamastra Jr. afirmou, em seu discurso de posse, que a queda no consumo de gás canalizado no Brasil, especialmente no setor industrial, é um fator que exige atenção. “Não por falta de demanda potencial, não por limitação técnica das distribuidoras, mas por um conjunto de condições estruturais que ao longo do tempo foram construídas e que hoje penalizam diretamente a competitividade do gás frente a outras fontes energéticas”, alertou. Ele lembrou que a competitividade do gás é resultado direto da estrutura de custos de toda cadeia.
O dirigente acrescentou que há um paradoxo no cenário atual. “Esse é um país com o enorme potencial de produção de gás natural, com uma das maiores reservas do Hemisfério Sul, e isso convergindo com um mercado doméstico em retração”.
Lamastra Jr. criticou o tratamento regulatório e tributário mais favorável a fontes concorrentes. “O problema é quando a diversificação ocorre não pela eficiência relativa de cada fonte, mas por escolhas que distorcem a competição e penalizam o energético que, no contexto brasileiro, tem papel insubstituível na segurança e na resiliência do nosso sistema”, ressaltou. “Competitividade não nasce do nada. Ela se constrói com segurança regulatória, mercado com oferta adequada e cadeia de valor sem distorções.”
Diante desse quadro, a atuação da Abegás, segundo o presidente do conselho, será técnica e assertiva, com base em diversos eixos estratégicos. Entre os eixos escolhidos está o Programa de Gas Release, considerado pela nova gestão um elemento vital na equação de busca pela competitividade. A revisão da estrutura de custos de toda cadeia é outro ponto. “Enquanto não avançamos na transparência e na racionalização de cada um desses custos, não retomaremos nosso mercado”, comentou.
A criação de um operador nacional para o setor é outro eixo que mobilizará a associação. A ideia é que o órgão seja estruturado como ente neutro, capaz de coordenar adequadamente, com técnica e transparência, o planejamento do segmento.
A segurança regulatória e dos investimentos é o quarto ponto. “A Abegás intensificará essa dedicação à defesa da segurança regulatória e dos investimentos do nosso negócio”, afirmou, destacando a importância de “garantir a preservação do pacto federativo, evitando assim invasões de competência que fragilizem os modelos estaduais de regulação. Segurança jurídica não é privilégio do investidor. É uma condição básica para da existência do serviço”, ressaltou.
Ele acrescentou que o último eixo é a ampliação e diversificação da atuação do gás natural em três frentes: posicionamento do gás como ativo insubstituível na transição energética e na descarbonização da economia; posicionamento do gás como fonte de confiabilidade para datacenters e para indústria de alta intensidade energética; e consolidação da rede de distribuição existente como plataforma de integração do biometano.
Fonte: EnergiaHoje
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