O Fórum do Gás soltou, nesta segunda (06), uma nota pública defendendo a urgência de um pacto nacional pelo aumento da oferta e competitividade do gás natural no mercado brasileiro, para fortalecer a soberania energética nacional e reduzir a dependência da economia brasileira de choques externos.
A gas week mostra, esta semana, como a guerra no Oriente Médio já tem um impacto programado sobre o mercado brasileiro de gás: os preços da Petrobras, nos contratos com as distribuidoras estaduais, devem ter um reajuste de 13%, na média, no dia 1º de maio, projeta a Wood Mackenzie.
E, a depender dos novos episódios da guerra dos EUA-Israel contra o Irã, a inflação global das commodities acertará precisamente o mercado de gás no reajuste trimestral seguinte, de agosto. Isso porque o preço do petróleo Brent é o principal indexador nos contratos de gás no Brasil. “Essa indexação é uma evidência de um mercado com pouca concorrência e dependente das importações. Temos de mudar esse cenário. Para isso, é necessário aumentar a oferta e a competição”, cita o Fórum do Gás, em nota.
A entidade, que representa um conjunto de associações empresariais, em especial consumidores industriais, pede a ampliação da oferta de gás, além de medidas para aumentar a concorrência e reduzir o custo das infraestruturas de gás no país.
Fórum do Gás critica alta reinjeção de gás
No documento, o Fórum do Gás destaca que a instabilidade geopolítica mostra, como “lição inequívoca”, que países que não garantem sua soberania energética “tornam-se mais vulneráveis, menos competitivos e mais expostos a crises externas”.
O Fórum critica, nesse ponto, os altos índices de reinjeção de gás natural no Brasil.
“Seguimos convivendo com um paradoxo inaceitável: mais da metade do gás natural produzido é reinjetado e acabamos sendo obrigados a importá-lo, pagando muito mais caro, desnecessariamente”.
A entidade cita que o volume de gás reinjetado no Brasil, em 2026, tem se mantido acima dos 100 milhões de m³/dia de gás – o triplo do consumo industrial no país.
O Fórum defende, nesse sentido, uma agenda para: Reindustrializar o Brasil, garantindo insumo competitivo para setores intensivos em energia; Gerar emprego e renda, com cadeias produtivas mais dinâmicas e investimentos ampliados; Acelerar a descarbonização, substituindo fontes mais poluentes por um combustível de transição mais limpo e eficiente; Reduzir custos sistêmicos, beneficiando toda a economia e aumentando a competitividade do país; e Fortalecer a soberania energética nacional, reduzindo a dependência de choques externos.
Fonte: Eixos
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