O governo de Alagoas lançou, na última quarta (01), o programa Mais Gás Alagoas, voltado à promoção do desenvolvimento energético sustentável no estado.
A iniciativa é resultado do trabalho de 12 meses de um grupo formado por nove entidades públicas e privadas, realizado com o objetivo de posicionar o gás natural e o biometano como vetores de competitividade econômica, sustentabilidade ambiental e descarbonização da matriz energética estadual.
O programa estabeleceu quatro macro objetivos: promover o uso do gás natural em múltiplos segmentos da economia; converter frotas pesadas para combustíveis de menor emissão; ampliar a integração do biometano à rede de distribuição e sua participação na matriz energética; e colaborar com o desenvolvimento regional através da ampliação da infraestrutura de energia.
Liderado pelo governo estadual, o programa reúne 18 iniciativas de fomento, elaboradas com a participação de atores do ecossistema energético estadual. Entre eles estão representantes do poder público, produtores como Orizon e Origem, empresas como Algás, Norgás, Grupo Energisa e Mitsui, além da indústria, representada pela Federação das Indústrias do Estado de Alagoas (FIEA).
As iniciativas estão organizadas em quatro pilares estratégicos: maximizar o acesso ao gás natural para segmentos existentes; desenvolver novos segmentos demandantes pela molécula; garantir a segurança energética e competitividade para atração de grandes players demandantes por gás; e descarbonizar a matriz energética através do biometano como alternativa sustentável. O Mais Gás Alagoas tem como referência o ES Mais+Gás, lançado no Espírito Santo em agosto de 2024.
Redução do ICMS sobre o GNV
No mesmo evento de anúncio do Mais Gás Alagoas, o governo alagoano anunciou a redução do ICMS sobre o GNV de 20% para 12%, uma das ações prioritárias previstas no Mais Gás Alagoas. Segundo projeções da Algás, a redução tributária deve resultar em uma queda de aproximadamente R$ 0,31 por metro cúbico no preço do GNV. A medida fortalece a competitividade do combustível, estimula a conversão de frotas e contribui diretamente para a redução das emissões no setor de transportes.
Fonte: EnergiaHoje
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