O imposto de exportação sobre petróleo bruto afeta não apenas a economicidade de projetos de petróleo, mas também de gás natural no Brasil, já que a maior parte dos campos são de produção associada, disse a CEO da Equinor, Veronica Coelho. “Não tem dúvida que aumentam a a percepção de risco de país, de qualquer investidor que vem de fora que está olhando o Brasil, assim como está olhando os Estados Unidos, Canadá, Angola, que aliás estão num processo contrário, na verdade, de estimular ainda mais investimentos através de revisão do seu arcabouço fiscal”. Segundo ela, até 27% da receita bruta das petroleiras passa a ficar com o governo, contando com o imposto de 12% e os royalties, além de outros tributos. “É muita coisa”, afirmou.
Para Veronica Coelho, o Brasil está numa posição “muito favorável” para se posicionar como um fornecedor de energia seguro para o mundo em meio a guerra no Oriente Médio, devido a localização geográfica distante de conflitos e a boas relação com diversos países. “O momento geopolítico mundial é muito, muito favorável ao Brasil, como um grande exportador de petróleo, como um grande produtor de óleo e gás e tem ainda um potencial muito grande de crescer. Mas precisamos trabalharmos em soluções que sejam garantidoras da competitividade para atrair esse capital para cá e dar segurança e previsibilidade aos investidores”, disse. Ela defendeu, ainda, a necessidade de o país criar condições adequadas para o melhor uso da produção nacional de gás, por meio de políticas públicas que reduzam a dependência de gás natural liquefeito (GNL) importado. “É importante a gente pensar como que a gente garante a utilização desse gás doméstico da melhor forma possível”, disse. A executiva destacou que o Brasil é hoje o principal destino de investimentos da companhia fora da Noruega, com o Projeto Raia respondendo pelo maior volume de capital alocado pelo grupo no mundo. “O Brasil é o destino de maior volume de investimentos da Equinor fora da Noruega e, por isso, tem um papel central realmente na nossa estratégia de crescimento futuro”, afirmou.
Fonte: Eixos
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