O governo descarta adotar subsídios para o gás natural no modelo das subvenções adotadas para o diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) em meio à alta internacional dos preços devido à guerra no Oriente Médio, disse o Secretário de Petróleo e Gás do MME, Renato Dutra.
Segundo Dutra, no entanto, o contexto atual reforça a necessidade de medidas que ajudam a fomentar o aumento da disponibilidade da oferta de gás nacional no mercado “Nosso papel em termos de garantia do suprimento não passa pela necessidade de ter medidas como aquelas do mercado de diesel e GLP, mas passa por nós acelerarmos o processo de mudança estrutural que a gente já vem propondo e vem implementando, seja por meio do MME, seja por meio da aceleração do processo regulatório da ANP”, disse. Ele defendeu, nesse contexto, a necessidade de fortalecer a capacidade de atuação regulatória da ANP. Dutra citou ainda a importância de ampliar a oferta de gás no Brasil não apenas com a produção nacional, mas também com a integração regional, inclusive com a ampliação das importações da Argentina.
Segundo o secretário, a oferta de gás argentino no Brasil pode chegar a 30 milhões de metros cúbicos por ano até 2030. Como comparação, em 2025, quando as importações começaram, ainda de forma pontual, foram importados 1,5 bilhão de metros cúbicos.
Fonte: Eixos
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