A Vale enxerga o biometano como alternativa ao gás natural no processo de produção de pelotas no Brasil, de olho no início da vigência do CBAM – o imposto sobre o carbono na Europa.
A gerente de suprimentos da Vale, Letícia Garcez, conta que a mineradora está aberta a ser uma off-taker de biometano, mas que ainda vê barreiras regulatórias e de competitividade a serem superadas no mercado brasileiro do gás renovável.
“O biometano entra como uma grande alternativa, porque ele atende a substituição do gás, na pelota e essa pelota um dos destinos que ela tem é a Europa”, comenta.
A ideia, segundo Garcez, é começar no biometano “o mais rápido possível”, mas com pequenos volumes até que o mercado ganhe maturidade.
Do ponto de vista dos desafios, ela cita que o biometano ainda esbarra na economicidade.
“Ainda tem uma distância importante para o gás”. Na regulação, Garcez menciona questões a serem superadas na certificação – como o ponto da rastreabilidade.
“A gente tem colocado muita energia nisso, inclusive na discussão de você transportar biometano por duto ou por caminhão. No Brasil, a gente só consegue fazer por caminhão de forma reconhecida. E aí a sensação que eu tenho assim, que é um, é, você não tá contribuindo tão intensamente para descarbonização quando você coloca para rodar num caminhão que muitas vezes é a diesel”, disse.
Fonte: Eixos
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