A Gasmig espera assinar esta semana, com a GeoMit, o seu primeiro contrato de longo prazo para aquisição de biometano.
O acordo resulta da chamada pública aberta pela distribuidora mineira de gás canalizado, em maio. A expectativa é que os contratos ajudem a viabilizar a chegada da rede de gasodutos da concessionária à região do Triângulo Mineiro.
A Gasmig mira contratar até 250 mil m³/dia de biometano com diferentes supridores. O primeiro contrato, com a GeoMit, prevê o fornecimento de cerca de 50 mil m³/dia desse total.
A GeoMit é uma joint venture entre a Mitsui Gás e Energia do Brasil e a Geo bio gas&carbon (grupo Geo Biogás).
O biocombustível será produzido na Usina Vale Vale do Tijuco, operada pela CMAA Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), em Uberaba (MG).
Triângulo Mineiro no PNIIGB
Em paralelo aos planos de expansão da Gasmig na região, o Triângulo Mineiro está dentro do planejamento de infraestruturas do transporte de gás natural.
O Plano Nacional Integrado das Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB), colocado em consulta pública da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), contempla uma rota de gasoduto para o Triângulo Mineiro.
Dentre eles está a interiorização do gás para o Triângulo Mineiro: um gasoduto de transporte que parte de Iacanga (SP), no Gasbol, até Uberaba (MG).
O PNIIGB reúne 13 projetos prioritários para ampliar a oferta de gás e biometano, além de mitigar gargalos e expandir a malha integrada de gasodutos.
Trata-se de uma rota já estudada pela EPE em planos indicativos anteriores e sugerida pela Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG) no Plano Coordenado. São cerca de 260 km de extensão e capacidade para 6 milhões de m³/dia. O projeto, no entanto, foi recebido com ressalvas pelo mercado. Durante a consulta pública do PNIIGB, agentes de diferentes perfis, como Petrobras e Edge (Cosan), levantaram questionamentos sobre o projeto, com investimento estimado de R$ 3,145 bilhões.
Fonte: Eixos
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