A PetroReconcavo, Brava Energia e a Origem Energia firmaram aditivos de longo prazo relativos ao acesso ao processamento na Unidade de Tratamento de Gás Natural (UTG) de Catu (BA), que é operada pela Petrobras. Os aditivos terão efeitos imediatos e promoverão continuidade no processamento da produção de gás, “conferindo mais previsibilidade ao setor e reforçando o papel estratégico da instalação para a energia produzida na Bahia”, disse a Petrobras. Os aditivos preveem garantia de capacidade contratada entre 2028 e 2037. Além disso, haverá atualização das condições comerciais e operacionais dos contratos, com foco na redução de custos e no melhor aproveitamento da infraestrutura de gás natural da região. “Ao fortalecer o compartilhamento de infraestrutura existente, o acordo amplia a competitividade do onshore brasileiro aumentando eficiência operacional aumentando a confiabilidade da unidade e promovendo a modernização contínua de processos, sistemas e equipamentos”, afirmou o CEO da PetroReconcavo, José Firmo.
Com a assinatura dos aditivos, a PetroReconcavo decidiu suspender a decisão final de investimentos (FID) para a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Miranga. De acordo com a companhia, a partir de comunicado divulgado no mesmo dia, não será mais realizado o investimento de US$ 60 milhões. No entanto, ficarão preservados as aplicações feitas em estudos, aquisição de terreno, projeto básico e licenciamento ambiental, a fim de manter o projeto como uma opção estratégica de portfólio. Assim, podem manter o projeto pronto a ser retomado caso novos projetos da companhia ou demandas de outros produtores independentes venham a exigir capacidade superior à disponível nas unidades de tratamento de gás natural da Bahia. “Com a iniciativa, a PetroReconcavo reafirma o compromisso com seu programa de resiliência para redução de risco operacional e com o desenvolvimento econômico e social das regiões em que opera”, finalizou a empresa. A UPGN Miranga seria a segunda unidade da PetroReconcavo de tratamento de gás, ao lado da UTG São Roque. O ativo estava planejado para ter capacidade de processamento de 950 mil m³/dia de gás, com possibilidade de expansão para 1,5 milhões de m³/dia e o início da operação era esperado até o final de 2027. O FID foi divulgado em novembro de 2024. Já em maio de 2025, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou sua autorização após reconhecer que o projeto era compatível com o planejamento setorial, considerando sua relevância para o aproveitamento eficiente da infraestrutura existente, sua contribuição para a modicidade tarifária e seu alinhamento com os objetivos do programa Gás para Empregar.
Fonte: PetróleoHoje

