A Necta, distribuidora de gás canalizado que atende a parte do interior paulista, desenhou um plano de expansão de sua malha que tem o biometano como espinha dorsal. A companhia mapeou, em sua área de concessão, um conjunto de usinas sucroenergéticas com um potencial para a produção de até 6 milhões de metros cúbicos por dia – dos quais a metade desse total em curto espaço de tempo.
“Acreditamos que a Necta terá uma grande chance de, nos próximos cinco anos, chegar próximo de oferecer 100% de biometano em sua malha dela e ser uma distribuidora 100% renovável”, previu o CEO da companhia, José Eduardo Moreira.
A companhia atende atualmente a 40 municípios, dos 375 localizados em sua área de concessão, e espera terminar o ano com 70 mil clientes. A Necta planeja chegar a 2049 com o atendimento a 105 municípios e um total de 500 mil consumidores. “Qualquer cidade acima de 60 mil habitantes em nossa área de concessão vai contar infraestrutura de gás”, prevê Moreira.
A Necta constatou que, em sua área de concessão, existem 135 usinas do setor sucroenergético que já manifestaram o desejo de produzir o biometano. Essas usinas teriam potencial para produzir até 6 milhões de metros públicos por dia. “Não há no planeta uma região com uma concentração com um potencial tão grande para a produção de biometano”, afirma Moreira.
Entre essas usinas, a Necta elencou as 46 maiores, aquelas que tem, individualmente, potencial para a produção de até 30 mil metros cúbicos por dia, e as incluiu nos traçados da expansão da sua malha de distribuição, que compreendem cerca de 700 quilômetros de dutos e investimentos de R$ 1,1 bilhão. Entre as usinas mapeadas estão unidades de grandes grupos, como Raízen, São Martinho e Copersucar.
“Usamos a nossa engenharia para fazer um planejamento de integração e de ligação”, disse o CEO da distribuidora. “Na medida em que essas usinas forem tomando uma decisão de investimento, construiremos as redes para escoar o biometano delas”.
Três, das 46 usinas elencadas, já estão produzindo cerca de 160 mil metros cúbicos de biometano para a Necta. A unidade da Cocal em Narandiba (SP) já oferece à distribuidora o biogás, que é distribuído para os clientes industriais, comerciais e residenciais de Presidente Prudente – o primeiro município do país a receber exclusivamente o biogás.
Uma usina do grupo São Martinho, em Américo Brasiliense (SP), está oferecendo biometano para o atendimento à Grande Ribeirão Preto. No município e arredores, no período em que a usina produz o biometano, de março a novembro, o suprimento é exclusivo com o biogás. Uma terceira usina, também é da Cocal, em Paraguaçu Paulista, deverá ser interligada ao grid.
Fonte: EnergiaHoje
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