A indústria cerâmica respondeu, em julho, por 41% de todo o volume de gás natural distribuído pela SCGÁS, consolidando-se como o principal segmento consumidor em Santa Catarina. Além do setor cerâmico, outras atividades industriais de maior intensidade energética figuram entre os maiores consumidores de gás canalizado do Estado: setor metalmecânico (28%), têxtil (8%), GNV (6%) e de vidros e cristais (5%).
Juntos, esses cinco segmentos representam 88% de todo o gás natural consumido no período, de acordo com os dados da SCGÁS. Segundo a distribuidora, a liderança da indústria cerâmica no consumo de gás canalizado está diretamente relacionada às características de seu processo produtivo.
A fabricação de revestimentos, pisos e outros produtos cerâmicos depende de fornos que operem continuamente em altas temperaturas, exigindo-se uma fonte de energia capaz de garantir estabilidade no fornecimento e controle preciso da temperatura ao longo de todo o processo. Tais fatores influenciam diretamente a qualidade final dos produtos.
Quando o indicador analisado é a quantidade de pontos de entrega industriais, o setor metalmecânico lidera, com 142 unidades conectadas à rede de distribuição de gás natural – quase quatro vezes mais do que a indústria cerâmica, que contabiliza 37 pontos de entrega.
O levantamento evidencia que o mercado catarinense de gás natural apresenta dois perfis complementares. De um lado, segmentos como a indústria cerâmica concentram grandes volumes de consumo em poucas unidades produtivas. De outro, setores como metalmecânico, alimentos e têxtil ampliam a capilaridade da rede de distribuição ao reunir um número maior de empresas atendidas, refletindo a diversidade de aplicações do gás natural na atividade industrial catarinense.
O levantamento também mostra que a indústria de alimentos possui forte presença na rede de distribuição. O segmento soma 60 pontos de entrega — a segunda maior quantidade entre todos os ramos industriais —, mas responde por apenas 2,6% do volume total consumido.
Situação semelhante é observada na indústria têxtil, que reúne 57 unidades consumidoras e representa 8,4% do consumo estadual. Os dados indicam que ambos os setores possuem uma rede mais ampla de estabelecimentos atendidos, mas com demanda média menor por unidade.
Na sequência aparecem os setores químico e de borrachas e materiais plásticos, ambos com 21 pontos de entrega. Também integram a rede de distribuição os segmentos de extração e tratamento de minerais (7), papel e papelão (6), material elétrico e de comunicação (5), vidros e cristais (5), madeira (4), bebidas (3), confecção, calçados e vestuário (3), siderurgia (3), cerâmica vermelha (2) e produtos farmacêuticos (2).
Em participação no volume distribuído, esses segmentos representam parcelas menores do mercado. A indústria de produtos alimentares responde por 2,6% do consumo estadual, seguida pelos setores químico (1,3%), comercial (1,2%), de borrachas e materiais plásticos (1,1%), papel e papelão (1,0%), residencial (1,0%) e extração e tratamento de minerais (0,9%). Os demais ramos registram participações individuais inferiores a 0,5%.
Fonte: EnergiaHoje
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