O Cade aprovou a formação de uma joint venture entre a YPF, Eni e XRG, subsidiária do Grupo Adnoc, para o projeto de gás em grande escala Argentina GNL, que compreende uma cadeia de valor integrada de GNL, desde atividades upstream até a comercialização/offtake, visando desenvolver a formação de xisto de Vaca Muerta. Segundo o parecer, a operação não possui o condão de acarretar prejuízos ao ambiente concorrencial. Além do Brasil, a transação está sujeita à aprovação das autoridades de defesa da concorrência na Argentina, na China, na Alemanha e na Polônia. Avaliado em US$ 51 bilhões, o projeto envolve a constituição de duas entidades controladas conjuntamente: uma joint venture de upstream e uma joint venture de midstream, que serão ativas na produção e comercialização de GNL, líquidos de gás natural (LGN), incluindo condensado e etano, e GLP. Como justificativa, as companhias afirmam que a transação representa uma oportunidade para desenvolver conjuntamente um projeto integrado de GNL na Argentina, atendendo à crescente demanda global por GNL, por meio de uma cadeia de valor integrada.
O projeto ainda não é operacional, sendo esperado que a primeira unidade Floating Liquefied Natural Gas (FLNG) inicie suas operações em 2030. A previsão é que duas unidades FLNGs atuem no projeto, ao largo da costa de Rio Negro, no Golfo de San Matías, com capacidade combinada de 12 milhões de toneladas por ano (MTPA). A expectativa dos sócios da Argentina LNG é de que o projeto gere receitas de exportação de aproximadamente US$ 10 bilhões por ano ao longo de duas décadas. O principal mercado consumidor do projeto poderá ser o Brasil, que já testa importações de curto prazo do gás de Vaca Muerta transportado por gasodutos, sem contratos de longo prazo.
Fonte: PetróleoHoje

