O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo federal deverá decidir o futuro de Angra 3 ainda esse ano. Ele também defendeu a inclusão do gás natural entre as fontes de energia incluídas no Redata, aprovado no Senado. “Não digo quando [sairá a decisão sobre Angra 3], mas digo que será ainda esse ano”. Nos últimos meses, foram adiadas algumas vezes uma decisão do CNPE sobre a continuidade das obras da usina nuclear. O ministro afirmou também que considera a energia nuclear fundamental para o país, que é o sétimo maior produtor de urânio do mundo e tem tecnologia desenvolvida nessa área. “Nós queremos avançar em Angra 3 e queremos modernizar a Eletronuclear. Estamos trabalhando para isso”, disse.
Gás natural no Redata
Questionado sobre a inclusão do gás natural no Redata, Silveira manifestou-se “um defensor muito veemente” dessa fonte de energia. Ele citou como exemplo os EUA, que estão construindo térmicas a gás natural que somam 6,5 GW para atender a demanda de data centers. “Não justifica a gente dizer que nós estamos preservando ou não considerando o gás como uma energia de transição e sermos o maior importador de gás de fracking dos Estados Unidos”, afirmou. Silveira defendeu também que o gás natural no Brasil precisa ser mais barato, de forma a contribuir para fortalecer e revigorar a indústria. O ministro considera o gás natural um dos insumos fundamentais para o desenvolvimento da indústria nacional, principalmente de segmentos eletrointensivos. Ele defendeu ainda o aumento da oferta do insumo, com a redução da injeção na produção de petróleo, e criticou a postura do governo de Jair Bolsonaro em relação a essa atividade. “O governo anterior praticamente fechou a possibilidade (de produzir o gás natural) quando contratou plataformas que não permitem o aproveitamento de gás natural. Isso é uma característica das grandes empresas petroleiras, preocupadas em só produzir petróleo porque é mais rentável”.
Fonte: EnergiaHoje

