A Edge avalia que o Brasil está diante de um novo ciclo de expansão do mercado de gás natural, sustentado pelo avanço do mercado livre, pela busca da indústria por competitividade e descarbonização e pela abertura de novas demandas, como transporte pesado e geração térmica. Segundo o CEO Demétrio Magalhães, o mercado livre industrial, que movimenta cerca de 16 milhões de m³/dia, pode se aproximar de 20 milhões de m³/dia até o fim de 2027. A companhia já atende mais de 70 clientes em 11 Estados e aposta também no GNL off-grid, que permite levar gás a regiões sem gasodutos, e na integração do biometano ao gás natural. A Edge já estruturou cerca de R$ 2 bilhões em investimentos, sendo R$ 1 bilhão no Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), R$ 450 milhões na planta de biometano Onebio e R$ 300 milhões na primeira fase da operação de GNL off-grid.
Para Magalhães, o principal desafio do mercado não está na oferta de gás, mas na infraestrutura e em seus custos, que representam mais de 60% do preço do produto entregue ao consumidor, além das diferenças de maturidade regulatória entre os Estados. O executivo defende tarifas de infraestrutura mais competitivas, harmonização das regras e segurança jurídica para estimular investimentos. Em Santos, o TRSP opera desde 2024, com capacidade de regaseificação de até 14 milhões de m³/dia, e sua futura conexão física à malha de transporte permitirá injetar até 7,5 milhões de m³/dia no sistema. Sobre o Gas Release, Magalhães afirma que medidas destinadas a ampliar a competição e reduzir custos devem ser debatidas, mas ressalta a importância de preservar contratos assinados e a segurança jurídica e regulatória. A Edge também acompanha novas oportunidades de biometano e vê o CGOB como instrumento para ampliar sua competitividade e integração ao mercado de gás
Fonte: BNAmericas
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