Consumo de GNV registrou alta de 1,19% em outubro frente a setembro; segmento de cogeração apresentou variação positiva de 4,30% no período
Em outubro, na comparação com o mês de setembro, o consumo de gás natural no país ficou praticamente estável no segmento industrial, com ligeira queda de 0,55%, conforme aponta levantamento estatístico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). Na comparação com o desempenho de outubro de 2014, os indicadores de consumo na indústria registraram queda de 4,37%. Já no acumulado do ano (de janeiro a outubro de 2015 versus mesmo período de 2014), a queda é de 1,59%.
Outro segmento que apresentou retração na comparação com o mês anterior é o de geração elétrica, com 9,96%. Na comparação com outubro de 2014, a redução foi de 11,35%, consequência da redução da demanda por energia elétrica do país.
Em outubro de 2015 foram consumidos, em média, 74,21 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia em todo o país enquanto em outubro de 2014 o volume foi de 78,87 milhões de metros cúbicos/dia.
“Essa retração é reflexo da desaceleração econômica no país. No entanto, esse momento representa uma oportunidade. O gás natural é um energético bastante versátil, capaz de contribuir tanto para a retomada da economia brasileira como para a redução do nível de emissões de CO2 em segmentos como o industrial e o automotivo, por exemplo. É preciso estabelecer políticas que fortaleçam o mercado de gás natural no país, ampliando a oferta desse energético com preços competitivos”, afirma o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon.
O residencial também apresentou retração de 11,61% na comparação com o mês anterior, em grande parte por causa da sazonalidade do período, que apresentou temperaturas mais elevadas, com reflexos no consumo de gás em aquecedores de chuveiros. No acumulado de janeiro a outubro, o consumo baixou 0,58% em relação ao mesmo período de 2014.
Alterando a curva de variação, o segmento automotivo registrou alta de 1,19% em outubro frente a setembro. O acumulado de janeiro a outubro aponta queda de 3,07% na comparação com o mesmo período em 2014.
“Com a alta dos preços da gasolina e do etanol, os consumidores vêm percebendo que o GNV é uma opção cada vez mais econômica. Um estudo recente da Abegás revelou que em seis estados brasileiros o GNV é 50% ou mais econômico que o etanol e a gasolina na relação por quilômetro rodado. Ainda de acordo com esse critério, o GNV é 45% ou mais econômico em 13 estados na comparação com os combustíveis líquidos. Em todo o país, diversas associadas da Abegás mantêm campanhas educativas e de incentivo para apresentar aos consumidores todas as vantagens do GNV”, destaca o presidente executivo da Abegás.
O segmento comercial também manteve-se estável, com ligeira alta de 0,36%. Contra outubro de 2014, a evolução é de 1,89%. Na cogeração, o crescimento é de 4,30% em outubro versus setembro e 4,25% na comparação com outubro de 2014.
O segmento comercial vem crescendo mês a mês. E isso é resultado direto do trabalho das empresas distribuidoras, que cada vez mais comunicam as vantagens do gás natural para clientes como restaurantes, bares, padarias, shoppings, edifícios comerciais, clubes e academias, entre outros. A cogeração também vem crescendo por conta do interesse cada vez maior de empreendimentos interessados em buscar uma alternativa competitiva que proporcione autossuficiência energética, confiabilidade, segurança e sustentabilidade”, afirma Salomon.
Consumo regional
Na região Sudeste, o destaque em outubro foram os segmentos comercial e automotivo, com crescimento de 1,2% e 1%, respectivamente.
Na região Sul, o segmento Industrial apresentou variação positiva de 4,3%, enquanto o automotivo registrou 1,8%.
No Nordeste, o segmento de cogeração teve alta de 20%.
Na região Norte, o segmento comercial cresceu 3,3%. Já o automotivo subiu 3,4%.
No Centro-Oeste, os pontos altos foram os segmentos industrial e cogeração, com crescimento de 10,4% e 3,6%, respectivamente.
Fonte: Comunicação ABEGÁS
Related Posts
ES Gás passa a integrar entidade internacional do setor de gás natural e gases renováveis
Na última terça (22), a ES Gás passou a integrar a International Gas Union (IGU), principal entidade mundial da indústria de gás natural, que reúne mais de 140 associados em aproximadamente 70 países e...
Magda cita exemplo da Colômbia para justificar compra de gás de sócios
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, voltou a fazer críticas ao programa de desconcentração do mercado de gás natural, o Gas Release. Magda usou o exemplo do projeto de gás Syrius, de Petrobras e...

