O aumento dos preços da gasolina desde o ajuste na política de preços da Petrobras, com reajustes diários (com alta acumulada de 22,9% nas refinarias desde julho e aumento de 10,32% ao consumidor em 2017, segundo o IBGE) estimulou a busca por substitutos como o gás natural veicular (GNV).
Em novembro do ano passado, último dado disponível, o consumo de GNV alcançou 5,589 milhões de metros cúbicos diários (m3/dia), com alta de 9,02% ante igual período do ano passado. No acumulado do ano, o consumo registra alta de 8,45%, de acordo com dados inéditos da Associação Brasileira de Empresas de Distribuição de Gás Canalizado (Abegás).
“Estamos vivendo uma transição bastante forte. Agora, com a clareza de preços dos combustíveis, seja gasolina ou etanol, vem incentivando cada vez mais a conversão [de veículos a GNV]. O número de conversões vem subindo, consequentemente o consumo tem crescido bastante”, afirmou o presidente-executivo da Abegás, Augusto Salomon.
“Antigamente havia subsídios de preços [da gasolina]. Agora, com esse realismo de preços, com a paridade internacional sendo cumprida pelo dispositivo de preços da Petrobras, isso deu um sinal de mercado para que o GNV passe a ser ainda mais atrativo”, afirmou.
Segundo a Abegás, o mercado total de gás natural brasileiro cresceu 9,1% em novembro de 2017, ante igual período do ano anterior, totalizando 74,976 milhões de m3/dia. O crescimento, destacou Salomon, também é reflexo de uma melhora do desempenho do setor industrial (alta de 4,92% na mesma comparação), indicando uma recuperação da economia.
Na comparação com outubro, porém, o consumo de gás natural no país em novembro do ano passado recuou 2,84%.
Segundo Salomon, a queda foi motivada basicamente pela redução do acionamento de termelétricas a gás natural em novembro. Na mesma comparação, o consumo de gás do setor termelétrico retraiu 7,43%, para 33,966 milhões de m3 /dia.
Para 2018, a Abegás projeta um crescimento entre 6% e 7% do mercado de gás natural do país.
Fonte: Valor Econômico
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