Distribuidoras de gás natural buscam nos segmentos de GNV, GNC e cogeração o caminho para aumentar receitas e diversificar portfólios
Em meio à maior mudança regulatória que o mercado de gás pode ter desde 2009, quando entrou em vigor a incompleta Lei do Gás, as distribuidoras de gás natural começam a enxergar novos nichos de mercado como forma de elevar o faturamento e diversificar o portfólio de clientes.
Baseadas nos mercados residencial, térmico e industrial, as empresas de gás canalizado viram nos últimos anos os respectivos mercados retraírem-se, por causa da crise econômica, que reduziu a atividade industrial. O segmento térmico compensou a queda na indústria, por causa da baixa hidrologia, mas este ano, a geração termelétrica recua com a volta das chuvas. E a crise vem ditando a expansão da rede nas áreas de concessão, em geral.
Mas ainda assim, existem outras aplicações alternativas para o insumo, que no total usam um volume significativo da oferta de gás. São usos como gás natural comprimido (GNC), gás natural veicular (GNV) e a cogeração a gás natural, entre outros, caminhos que podem elevar o faturamento das distribuidoras, num cenário de recuperação mais lenta.
Esses nichos têm um potencial de crescimento amparado na expectativa de aumento da oferta nacional, com a exploração do pré-sal, cujo gás em grande parte é associado e que precisa de imediata destinação.
Dados da Associação Brasileira de Empresasa Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) mostram que no ano passado esses nichos específicos consumiram aotodo 10,7 milhões de m³/dia, embora tenha sido menor do que foi em 2016, quando atingiu 13,7 milhões de m³/dia, em média.
Porém, quando se separam os segmentos, com exceção do GNC, há elevação na comparação de 2017 com o ano anterior. O automotivo registrou alta de 11,57% quando comparado com dezembro de 2016, enquanto a cogeração registrou variação positiva de 21,07% nessa mesma base de comparação.
Fonte: Brasil Energia Online
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