A produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) subiu levemente em julho, mesmo com redução observada no líder e principal produtor do cartel, a Arábia Saudita.
De acordo com relatório mensal divulgado nesta segunda-feira (13), a produção da Opep cresceu o correspondente a 41 mil barris/dia em julho, para uma média de 32,32 milhões de barris/dia, com base em fontes secundárias.
O aumento observado no mês foi impulsionado por Kuwait, Nigéria, Emirados Árabes Unidos e Iraque. A produção da Arábia Saudita, por outro lado, caiu o correspondente a cerca de 53 mil barris/dia em julho, de acordo com fontes secundárias.
Os sauditas, por sua vez, disseram diretamente à Opep que a produção do país caiu mais do que o apontado pelas fontes secundárias – ou seja, em 200 mil barris/dia, para 10,29 milhões de barris/dia.
Assim, cresceu a discrepância entre os dados oficiais de produção do Reino e os das agências do exterior. A Agência Internacional de Energia (AIE) reportou na sexta-feira (10) queda de 110 mil barris/dia na produção saudita em julho, apesar da expectativa de que haveria um aumento.
A confirmação de queda na produção saudita ocorre após a decisão de junho da Opep e de seus aliados, entre os quais a Rússia, de iniciar no mês seguinte um processo de aumento da oferta.
Em julho, a oferta mundial cresceu o correspondente a 680 mil barris/dia, impulsionada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e pela própria Opep, apontou o relatório do cartel nesta segunda-feira.
O cartel reduziu em 20 mil barris/dia a expectativa de crescimento da demanda mundial em 2018 e 2019.
Fonte: Valor Online
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