Os preços do petróleo fecharam na sexta-feira (8) em alta, depois de intenso vaivém ao longo do dia, com operadores divididos entre expectativa de redução da oferta e riscos de desaceleração da economia global, o que afetaria a demanda. Na semana, porém, os contratos recuaram.
Em Nova York, o WTI (março) subiu 0,15% nesta sessão, para US$ 52,72 o barril. Em Londres, o Brent (abril) ganhou 0,76%, a US$ 62,10 o barril. Na semana, o WTI caiu 4,6% – pior desempenho desde a semana finda em 21 de dezembro (-11%). O Brent cedeu 1%.
Os preços foram apoiados hoje após notícias de confrontos perto do maior campo petrolífero da Líbia, o Sahara, que minaram expectativas de que a produção seria retomada em breve. As instalações foram fechadas no fim de 2018, após um grupo de homens armados assumir o controle do campo, exigindo melhores condições de vida na região.
“Os problemas de produção não serão resolvidos em breve e continuarão dando algum apoio aos preços do petróleo”, diz Giovanni Staunovo, estrategista de commodities do UBS Wealth Management.
Mas preocupações sobre o crescimento econômico global mais fraco e os efeitos indiretos sobre a demanda mundial de petróleo mantiveram um teto para o barril nos últimos dias.
Dos EUA, outra notícia negativa hoje. O número de sondas de perfuração de petróleo em atividade no país aumentou em sete na semana passada, para 854, de acordo com a empresa de serviços petrolíferos Baker Hughes. A contagem de sondas é considerada uma “proxy” de futura produção da commodity.
Fonte: Valor Online
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