A Petrobras anunciou nesta terça-feira reajuste médio de R$ 0,0396 por litro na gasolina nas refinarias. Assim, ao se comparar esse acréscimo com o preço do combustível negociado em média nacional anterior, de R$ 1,9354 por litro, é possível dizer que a empresa promoveu reajuste médio de 2,06% no preço do produto nas refinarias do país.
A empresa informou ainda que não houve reajuste no preço do diesel. Com isso, o preço médio do combustível permanece a ser negociado nas refinarias em valor anteriormente divulgado pela Petrobras, de R$ 2,2470 por litro.
As informações de acréscimo de preço por litro da gasolina, e de ausência de reajuste no preço do diesel, constam no site da companhia usado como veículo para divulgar os reajustes realizados em gasolina e em diesel, na seção “comentários”.
Na última segunda-feira, a empresa anunciou mudanças novamente em seu formato de divulgação de reajustes nos preços de gasolina e diesel. Em meio à retomada do debate nacional sobre os preços praticados pela estatal, frente às ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, a estatal passou a divulgar em seu site preços praticados pela empresa, à vista, nos 37 pontos de suprimento do mercado brasileiro, para a gasolina, o diesel S10 e o diesel S500.
A iniciativa vai em linha com o que defende a Agência Nacional de Petróleo (ANP). O órgão regulador prepara uma resolução para dar mais transparência ao mercado de combustíveis no Brasil e cujo objetivo é obrigar a petroleira — e outros agentes dominantes regionais — a divulgar os preços reais praticados nos diferentes pontos de suprimento.
Até então, a Petrobras vinha publicando em seu site apenas a média nacional dos preços praticados pela empresa nas refinarias. Além disso, a companhia divulgava a média mensal dos preços em cada ponto, com defasagem de um mês. Com a medida, a petroleira se antecipa à resolução da ANP.
A política de preços da empresa já passou, nos últimos anos, por uma série de mudanças, a última delas no dia 26 de março, quando a estatal anunciou que os preços do diesel passariam a ser reajustados, a partir daquela data, por períodos não inferiores a 15 dias. Com isso, a companhia abandonou, somente para o diesel, o formato usado desde 3 de julho de 2017 que previa reajustes com maior periodicidade, a qualquer tempo, inclusive diariamente.
No caso do diesel, no dia 11 de abril a Petrobras chegou a informar que elevaria o preço médio do diesel em 5,74%, mas voltou atrás depois de pedido do presidente Jair Bolsonaro.
Desde a adoção de novo formato na política de ajuste de preços pela Petrobras em 2017, a gasolina acumula alta de 50,84% de preço, nas refinarias. Já o diesel acumula aumento de 65,54%.
Fonte: Valor Online
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