Um levantamento Abegás mostra que, atualmente, o Gás Natural Veicular (GNV) tem rendido quase o dobro da gasolina e do etanol.
De acordo com o levantamento feito pela associação, abastecendo com R$ 100,00, um veículo tem capacidade de rodar 306KM com o GNV, 94% a mais do que os 158 KM que rodaria com a gasolina.
Quando comparado ao etanol, essa economia é ainda maior. Com esse mesmo valor, é possível rodar 134 KM com álcool, ou seja, o GNV rende até 128% mais. A pesquisa foi feita com base no último boletim de preços divulgado pela ANP.
Para o mês de novembro, o GNV bateu o recorde histórico no preço, sendo vendido a R$ 4,256 o metro cúbico, 39% acima da média histórica (em valores reais), de R$ 3,06. Apesar do crescimento, para o Diretor de Estratégia e Mercado da Abegás, Marcelo Mendonça, os aumentos recorrentes nos preços dos outros combustíveis têm feito o consumidor buscar alternativas para equilibrar o orçamento e, dessa forma, o GNV tem sido uma opção.
“Ele rende muito mais e é muito mais econômico que os combustíveis líquidos. Um metro cúbico de GNV pode render mais de 13,2 quilômetros, enquanto com gasolina o rendimento é de apenas 10,7 quilômetros e com etanol, apenas 7,5 quilômetros”, afirma o diretor.
Na comparação entre os estados, a pesquisa da Abegás mostra que o estado do Mato Grosso é o que tem o maior custo-benefício. Abastecer R$ 100 de GNV no estado permite rodar até 413 KM. Já com gasolina, esse valor rende 158 KM, e com etanol, é possível percorrer até 138 KM.
Já o Ceará é a unidade da federação com o menor custo-benefício. O valor de R$ 100 permite que um carro rode até 270 KM se abastecido com GNV. Já com gasolina, esse percurso é de 154 KM, e com o etanol, 131 KM.
O fato de o GNV ser mais econômico possibilita um aumento maior na renda de trabalhadores como os motoristas de aplicativos ou os que trabalham com serviço de delivery. De acordo com a Abegás, com a melhora da situação sanitária decorrente do avanço da vacinação, o aumento no consumo de GNV chegou a 18,8% no 3º trimestre de 2021, ante o mesmo período de 2020.
A associação afirma que o aumento da procura pelo GNV tem feito que o consumo em setembro tenha alcançado 6,3 milhões de metros cúbicos/dia – acima até mesmo da média do período pré-pandemia.
“Isso sinaliza uma tendência. Mostra que, mesmo com as atividades ainda não totalmente normalizadas, os motoristas estão percebendo que a economia faz toda a diferença no orçamento. Hoje, na média nacional, de acordo com nossos cálculos, baseados na tabela de preços mais recente da ANP, com R$ 100 é possível rodar 306 quilômetros quando se abastece com GNV, enquanto com gasolina a distância percorrida é de 158 quilômetros e com etanol, apenas 134 quilômetros”, explica Marcelo Mendonça.
Fonte: CNN Brasil
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